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Archive for the ‘Bebê’ Category

Você que é mãe e antenada, sabe que está acontecendo o mamaço real/virtual. Tudo porque uma mãe foi impedida de amamentar em uma exposição do Itaú Cultural (entenda mais sobre o caso aqui). Minha pequena participação nesse movimento são algumas fotos amamentando a Beatriz. Confesso que fiquei com MUITA saudade desse momento tão mágico!

Primeira mamada da Bia, ainda na UTI Neonatal. Prematura, com 33 semanas, não teve dificuldades para mamar, graças a Deus!

Já em casa, com um mês de vida.

5 meses de pura fofura!

Esse é o único olhar com quem nós, mães, devemos nos preocupar…

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A experiência mais marcante da minha vida foi o nascimento dos meus filhos, cada um modificou-me de uma maneira diferente. Com o Gui, nasci para a maternidade. Já com a pequena Bia, aprendi que não posso controlar tudo como tanto desejo. Beatriz nasceu com 33 semanas, numa cesárea de emergência, daquelas que às 20 horas descobri que não tinha mais líquido amniótico e à meia-noite entrava no centro cirúrgico, notando a apreensão no rosto dos médicos, a conversa reservada do obstetra com meu marido… Enfim, digo que nesse parto eu não me emocionei e sim fiquei muito, muito tensa, infelizmente. Ninguém se prepara para ver um filho nascer antes da hora. E meu sonho de parto normal? Foi por água abaixo com a delicadeza da resposta: mãe, sua bebê pode não resistir…

Por que estou escrevendo sobre isso agora? Minha bebezinha, que nasceu com 1.890 kg e precisou ficar 11 dias internada para ganhar peso, vai completar 2 anos. Rápido? Demais!!! É clichê, mas o tempo voa mesmo… Hoje ela nem de longe lembra o pequeno cristal frágil que foi, é sapeca, levada, fofa, meu chiclete – e conserva a inquietude e a pressa em viver tudo possível, rs. Por isso, ao ler essa carta de um prematuro no blog Pequenos Guerreiros, não pude deixar de me emocionar.

Deus, obrigada por tudo! Continue olhando por nós e abençoe imensamente os pequeninos que agora estão em UTI neonatal, bem como suas famílias.

Carta de um prematuro a seus pais – tradução de Carta de un prematuro a sus padres – Argentina

A meus pais,

Para todos sou um prematuro porque nasci antes do tempo.

Prematuro, como se fosse algo ruim…

Muitos me olham com apreensão, outros com pena e compaixão e alguns até com curiosidade.

Mas eu queria dizer a vocês, meu pais, que por favor me olhem como a um filho.

Não temam fazê-lo.

Nascer antes do tempo não é culpa de ninguém, e para amar e ser amado não é necessário ser grande.

É claro que me falta ser mais maduro e até então necessito dos outros, especialmente de meus médicos e enfermeiros.

Mas a vocês, meus pais, posso vê-los e senti-los.

Preciso muito de seu carinho, tenho certeza que vocês também do meu.

Por que não pensar o quão sortudos fomos de poder nos vermos antes da hora?

É bom nascer já grande mas se estamos juntos da mesma maneira, não é tão ruim pesar pouco e ser prematuro.

(Extraído do prólogo do Guia para Padres de Prematuros)

Beatriz, 1 ano e 11 meses

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“Slipping through my fingers all the time

I try to capture every minute

The feeling in it

Slipping through my fingers all the time

Do I really see what’s in her mind

Each time I think I’m close to knowing

She keeps on growing

Slipping through my fingers all the time”

 

Sim, o tempo voa, ela está crescendo muito rápido e desde que começou na escola sinto o quanto está “escorregando pelos meus dedos”, já que não faço parte de alguns momentos do seu dia. Eu ando na fase Mamma Mia, as músicas do ABBA são lindas, o filme é divertido, perfeito para rir, cantar, dançar junto. E especialmente essa música me emociona demais…

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Seguimos confiantes na adaptação escolar e na escolha que fizemos para a Beatriz. Assisti a esse vídeo na reunião pedagógica da escola da pequena e ele expressa muito bem os sentimentos que nossos filhos tem perante o novo, o desconhecido, os primeiros dias na escola… Medo, tristeza, angústia, surpresa, tudo passa se estamos por perto e tornamos esses momentos mais agradáveis. Por isso, se você é mãe e também já pensou em desistir, voltar atrás, tirar seu filho da escola por achar que ele está infeliz longe de você, não desanime! É um período realmente complicado (e permeado de sentimento de culpa…), mas acredite, ele (a) precisa da sua segurança para caminhar sozinho e se desenvolver emocionalmente. É isso que tem me deixado menos triste e aceitado essa separação transitória de quatro horas!

PS: O texto “O fantasma da adaptação escolar”  foi escrito por essa mãe coruja em 2008, quando sequer pensava viver momentos tensos  assim novamente!

Video do livro Onda, de Suzy Lee (Cosac Naify)

Fotografia da Beatriz transformada em aquarela.

Dessa onda eu não tenho medo, mesmo que o mar esteja repleto de tubarões!

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1 ano, 9 meses e 7 dias. 24 horas por dia eu e Bia, Bia e eu, com a ajuda apenas do papai ou do mano. Nada de babá, vovó, tia… Só nós duas mesmo. Mas eu JURO que pensei que a adaptação escolar seria fácil… Estou moída, sentindo-me a pior mãe do mundo, ponderando se esse é mesmo o momento de ela ir para a escola, culpa, culpa, culpa… Bia voltou a acordar de madrugada (e vai pro meu quarto, claro), tem acordado aos berros na soneca de dia, está agressiva (deu para bater nas pessoas, ela, que é tão carinhosa, agora tem reagido com tapas por qualquer contrariedade) e não desgruda do seu Soninho que só era usado para dormir. Culpa, mãe, é por sua culpa…

Por horas me irrito com o choro (e me culpo mais por perder a paciência), queria que ela ficasse bem, feliz, com tantas amiguinhas já conhecidas na mesma sala, como pode??? É um tal de mamãe, mamãe… choroso que me parte o coração assistindo da sala ao lado. Ao mesmo tempo, quero pegá-la no colo e levá-la embora de lá… Pois é, meus filhos sofrem desse mal, a adaptação do Gui quando saiu da creche e foi para uma escola maior também foi traumática, a ponto de eu ter que tirar dias de férias para ficar com ele, ajudando-o nessa transição. E, assim, vou conhecendo toda a rotina da escola, os funcionários etc. mas não arredo meu pé de lá enquanto não deixá-la segura, sorridente e muito feliz. Quem foi que disse que seria fácil?

Espero voltar logo com boas notícias.

O que vou encontrar nesse novo mundo?

Quem vai segurar minhas mãos quando eu tiver medo?

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Há doze anos atrás eu não pestanejei quando precisei voltar ao trabalho e escolhi colocar o Guilherme, então com apenas quatro meses, numa creche. A mulher segura, independente e dona do seu nariz acreditava que sabia o que era melhor para o seu filho. As pesquisas não confirmavam que as crianças criadas em creche eram mais sociáveis e até super inteligentes? Por que eu deveria me questionar se essa decisão era ou não acertada? Afinal, também precisava trabalhar, e muito, num regime de “escravidão”, com horas-extras e às vezes até aos sábados (sem contar o MBA, os cursos de extensão, tudo que tomava um tempo que seria do meu filho). Mesmo que muitas vezes eu saísse da creche aos prantos ao deixar meu bebê ainda dormindo, que me corroesse de raiva porque o Gui ficava chamando a tia Bá até nos finais-de-semana ou que ele emendasse uma virose em outra, só trocando o nome do antibiótico, não, essa foi a minha sábia opção: creche integral, mãe ausente e muito produtiva, bem remunerada, trabalhando na empresa que sempre sonhou, feliz, mas emocionalmente aos pedaços.

E por que essa historinha? Porque chegou a vez da Beatriz, com quase dois anos, ir para a escola. Cedo? Tarde? Sinto que é a hora dela. Dessa vez, vivo um momento completamente diferente. Sou apenas mãe, num longo período sabático por opção ao lado das minhas crias. E aquela menina de nariz em pé que tinha como prioridade crescer na empresa, ter uma carreira acima de tudo, hoje se vê dependente de uma pequerrucha e questiona se é ou não a hora de ela ficar longe de mim por tanto tempo (quatro horas!). Mudei? Sim, demais. Ah, as pesquisas também, agora afirmam que crianças que vão pra creche precocemente são mais estressadas e com problemas emocionais do que aquelas que vivem a primeira infância ao lado da mãe. Sério mesmo? Só para eu me culpar mais ainda… Se errei com o Gui foi acreditando que era o melhor para ele, para mim, para nossa família, para a realização de outros sonhos. Hoje ele é um adolescente inteligente, feliz, seguro e muito criativo – mas também super ansioso, estressa-se com facilidade e tem dificuldades em perder…

O início do ano tem sido marcado por essa nova mudança na dinâmica da minha família, a escolha da escola ideal, comprar o material, o uniforme, pensar em como será a nossa adaptação. Porque a adaptação será mais da mãe do que da bebê! Desde que a Bia nasceu vivemos em “simbiose” total, o pai vai trabalhar, o mano passa o dia todo fora, somos só nós duas grudadas, em casa, no parquinho, inventando brincadeiras e diversões. Mesmo sabendo que preciso de um tempo para resolver minhas coisas e voltar a pensar em mim, não sei como será ao fechar a porta do apartamento e não encontrar a Bia, que estará feliz e faceira na escola. Com certeza ela vai se adaptar fácil, é uma espoleta que precisa desse momento, do espaço para brincar, das outras crianças para interagir… Talvez a mãe aqui, que inúmeras vezes reclama do cansaço de cuidar exclusivamente das crianças sem ajuda de ninguém, vai precisar se adaptar a ser ela mesma, modificada, com outras certezas. E aí, sim, retomar o curso da minha carreira, com outros olhos, vivenciando plenamente o papel de mãe que a natureza me confiou e que lá atrás eu não pude valorizar como deveria, sendo adepta da frase: sou uma mãe de qualidade e não de quantidade. Será que estou preparada para essa mudança? Será que meus filhos entenderão minhas escolhas tão diferentes? Ambas tiveram um único intuito: ajudá-los a crescer como pessoas seguras, independentes, felizes. E, claro, muito amadas.

PS: Está rolando uma blogagem coletiva sobre Mulher e Mercado de Trabalho bem interessante, promovido pelo What mommy needs, confiram!

PS2: Com a pequena na escola, terei mais “tempo” para voltar a atualizar o blog como antes… Mesmo que seja para escrever sobre ela e o irmão!

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Filha de peixe, peixinha é! Ontem a Bia ganhou seu primeiro sling para usar com seus “filhinhos” e fiquei impressionada em ver como ela gostou. Engraçado também foi o carinho com que ela cuidava do seu bebê Soninho (inseparável!). Reparem que ela não deixa de fazer cafunés nele enquanto slingava pela sala… Aprendeu cedo como é bom estar sempre grudada com quem amamos!

Mais fotos  da pequena no blog do Casulinho, nossa escolha sempre certeira para adquirir slings.

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