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Archive for the ‘Literatura’ Category

Sumi do blog por um motivo simples: estou perdendo a vontade de escrever por aqui. É uma fase. Ando introspectiva e refletindo bastante. Sem contar a correria da vida real que me impede de parar e fazer o que gosto, como escrever – um menino de 11 anos e uma menina de 1 ano e 5 meses consomem toda minha disposição com os estudos, as inúmeras peraltices, diversas demandas de atenção… Não estou reclamando, amo ser mãe, é só o cansaço mesmo. Preciso me organizar interiormente para que volte a conseguir expor, sem medo, o que penso. Repito, é uma fase, tudo passa. Não quero abandonar esse espaço, mas devo mudar o foco e o grau de exposição. Em contrapartida, tenho escrito nos blogs privados do Guilherme e da Beatriz, quem quiser saber um pouco de nós através desse outro canal, deixe o email no comentário que libero o acesso. Volto logo com a mente arejada, o coração mais leve e novidades (espero!). Por enquanto, deixo apenas uma dica de leitura bem divertida para aquelas mães que, como eu, sentem-se perdidas nessa difícil missão que é educar os filhos: A vida secreta de uma mãe caótica, Fiona Neill. Porque a vida doméstica pode até ser caótica, mas rende boas risadas!

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Li a indicação do livro Mães em Guerra (Jill Kargman) na revista Veja Especial Mulher e fiquei muito curiosa em relação a ele. Quando estive na Livraria Cultura na semana passada e vi que o livro já estava sendo vendido no Brasil, não resisti… Mães ou treinantes: a história é muito divertida! Li tudo em um só dia porque, seguindo o gênero chic lit (subgênero mom lit), o texto é leve, bem engraçado e não tive como deixar de me ver em várias situações.

A história é sobre Hannah, mãe de Violet de dois anos, casada com Josh, que se muda de São Francisco para Nova York em função da mudança de trabalho do seu marido. Desempregada, cuidando integralmente da filha, ela se sente sozinha, sem amigos e tem que se adaptar a um estilo de vida muito diferente ao que estava habituada, além de aprender a conviver com as Mães-Enxaqueca: mulheres magras, lindas, bem vestidas e… muito cruéis, competitivas! Disputam as melhores escolas, melhores roupas, melhores pediatras… Seus filhos falam mandarim, freqüentam aulas de musicalização, usam roupas caríssimas e são os mais inteligentes do universo. Além, claro, de terem festas de aniversário dignas de um filme. O ápice dessa guerra acontece nos parquinhos, quando comentários sobre mães que trabalham e mães que cuidam exclusivamente da educação dos seus filhos são ardilmente destilados. Porém, Hannah não se encaixa nesse estereotipo e, além de mãe, também pensa em retomar a sua vida profissional. Para completar, ela tem uma sogra consumista muito venenosa e reencontra uma antiga paixão. Indico para todas que estiverem a fim de dar boas risadas e não se sentir sozinha nesse louco e divertido mundo materno.

Um trecho do livro você encontra aqui.

PS: Esse post NÃO é publieditorial. Comprei o livro, diverti-me bastante com ele e por isso a recomendação de mãe para mãe!

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Comprei dois livros para as crianças: Guerra dentro da gente, para o Guilherme, e Algum dia, para a Beatriz (e para mamãe também!). Guerra dentro da gente (Paulo Leminski, Editora Scipione) é sobre Baita, um menino pobre que quer aprender a arte da guerra e acaba entendendo que nosso maior desfio, nossos maiores adversários, estão dentro de nós. Tudo a ver com o momento e os interesses do meu pré adolescente – deixarei para escrever uma pequena resenha sobre ele tão logo o Gui termine sua leitura. Já o livro Algum dia (Alison Meghee e Peter H. Reynolds, Editora Martins Fontes) me cativou de primeira! Delicadas ilustrações, frases com as quais qualquer mãe se emociona, lindo demais. Um livro sensível que recomendo a todas as mulheres, com certeza vocês irão se identificar com as situações ilustradas, seja no papel da mãe ou da filha, resgatando doces lembranças da infância…

Deixo esse belo texto para reflexão, é a resenha do Algum dia disponível no site da Martins Fontes:

“E, quando chegar esse dia, meu amor, você se lembrará de mim”

Declarações de amor costumam ser delicadas como uma flor, mas tão resistentes como uma árvore centenária. Porque o amor real não exige contrapartida. É incondicional, portanto. O amor dispensa bela aparência, e se alimenta do próprio coração amoroso. Algum dia é uma história e uma declaração de amor. Talvez o livro que mães de várias partes do mundo escreveriam para seus filhos. Mães que sonham com o futuro, vivem o presente e guardam com delicadeza a memória dos tempos que se foram. A autora Alison McGhee, com frases curtas – mas cheias de sentimento – fala do amor de uma mãe por sua filha. Com o correr da vida entendemos que cada pessoa é singular, porém, mães amorosas são uma espécie única. Elas costumam lembrar toda noite que é preciso escovar os dentes, e fazer o dever da escola. Mas também adoram ler histórias e depois olhar a filha dormindo. Elas (as mães verdadeiramente amorosas) também têm outra coisa em comum: o tal amor incondicional. Por isso, as frases delicadas da autora em Algum dia são um passeio pela vida de mãe e filha. A primeira, sabendo, mesmo antes de acontecer, que aquela garotinha que já foi seu bebê terá muito o que viver. Vai sentir alegria e tristeza, enfrentar algumas dores e vitórias. E também irá se arriscar para que sonhos se tornem realidade. De menina será adolescente, depois mulher, e possivelmente uma mãe amorosa. E o segredo do tempo é que ele passa, mas nos dá as delícias da memória. Por isso, essa mãe do livro Algum dia nos remete a mães de todas as etnias, países, crenças. Ela carrega a memória da infância da filha – sabe que o tempo passa, mas nunca pára. Este eterno e irreversível processo pode nos levar a todos os lugares do mundo – a uma floresta escura, que é como o crescer, o que pode dar a sensação de estar perdido. Ou a delícia de balançar bem alto, uma sensação inesquecível que é também como uma comemoração, quando descobrimos que crescer pode doer um pouco, mas o ciclo da vida é compensador. Todos crescem. Por dentro e por fora. Mãe e filha de Algum dia partilham de um sonho – estar juntas acompanhando o tempo. A menina vira mulher; a mãe uma senhora. A menina enfrenta obstáculos, desfruta prazeres, fica triste, se apaixona. E um dia a menina, que já é mulher, vai embora. Porque todos têm o direito de trilhar caminho próprio, fazer escolhas. A mãe sabe que a partida não é despedida. Que seu trajeto de mãe poderá ser refeito pela filha. Ela pode ter um bebê, e, assim como sua mãe, embalar o sono e acariciar os cabelos de sua filha. E uma lei que deveria ser natural da vida (infelizmente, nem sempre é) o bebê que se tornou menina, e que se tornou mulher, vai também envelhecer. E justamente, quando chegar esse dia, ela vai se lembrar da mãe, porque terá dentro dela as memórias da infância, da meninice e da juventude. E sentir toda a intensidade do amor entre mãe e filha.

Uma boa semana para todos!

PS1: Isso não é um publieditorial!

PS2: Caiu um “dilúvio” em Recife, ficamos sem energia, depois, sem Internet… Adoro essa cidade, mas aqui tem alguns problemas estruturais com os quais eu não me adapto!

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É muito engraçada a relação da Beatriz com os livros. Ela os folheia, diverte-se com as ilustrações e… os devora! Sim, ela não perdoa nenhum, apenas os livros para banho, feitos em plástico, estão sobrevivendo. Muitos dos seus livros foram herdados do Guilherme e estavam em perfeito estado. Hoje, já não posso dizer o mesmo…

Procuro deixá-la à vontade e seus livrinhos ficam junto com os brinquedos. Ela gosta de todos os tipos: com texturas, sons ou pop-ups. Mas a maior diversão é encontrar um cantinho naquelas páginas mágicas para roer! O Guilherme nunca foi assim, por isso o meu susto, rs.

Fotos e vídeos não me deixam mentir:

Eu, que tenho um “apego” enorme pelos meus livros, quase choro quando vejo essas páginas rasgadas… Sei que faz parte do seu desenvolvimento, só não posso bobear com nenhum livro na minha cabeceira porque ela sempre arruma um jeito de brincar com eles.

[Esse vídeo era apenas uma filmagem de brincadeira, registrando a pequena imitando uma “indiazinha”, porém ela logo achou algo mais interessante para fazer…]

Também procuro ler bastante para a Bia, esse momento do dia faz parte da nossa rotina e me preocupo em oferecer os estímulos que ela teria numa creche, onde as crianças tem muita contação de história. No entanto, ela ainda não sossega por longos períodos, estamos na fase de explorar as gravuras, os sons dos animais…

E você, como é a relação dos seus bebês com a leitura? Tem alguma dica para essa mãe de uma pequena devoradora de livros de 1 aninho? Em tempo: ela tem diversos mordedores e não dá bola para nenhum deles!

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Frase da semana

“Uma casa cheia de livros é um jardim cheio de flores.”

Andrew Long

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Desde janeiro não escrevo sobre os livros que tenho lido e nesse período confesso que li bastante: foram doze livros até agora. Minha meta é pelo menos dois livros por mês e tenho conseguido superá-la. Pois é, posso ser mãe em tempo integral, mas tenho procurado não deixar meu hobby favorito de lado.

Por onde viajei:

  • Saga Crepúsculo, Stephenie Meyer: já havia comentado nesse post sobre o interesse que essa coleção despertou em mim e o sucesso desse romance sobrenatural dispensa maiores comentários. Estou esperando ansiosa pelo lançamento do filme Eclipse nos cinemas! A propósito, acabei de assistir na Oprah uma entrevista com Robert Pattinson (charmoso e simpático!), Taylor Lautner e Kristen Stewater que me deixou com mais expectativas para a continuação da série – e torcendo para que o Cine Materna inclua o Eclipse na lista de filmes a serem exibidos, para que mamães com bebês pequenos não precisem esperar pelo DVD.
  • O menino do pijama listrado, John Boyne: um livro sobre o Holocausto na visão de um menino de 9 anos. É uma leitura rápida e envolvente, principalmente pela inocência de Bruno ao lidar com assuntos ainda não compreendidos por ele. A amizade surgida entre Bruno e Shmuel representa a pureza existente no coração das crianças e a maneira simples que elas criam para entender os problemas da vida. Geralmente acho o livro melhor do que o filme, o que não aconteceu nesse caso. Assisti ao DVD O menino do pijama listrado sem piscar, é emocionante! Deixo o link do trailer do filme para quem se interessar, bem como um trecho do livro.
  • Baunilha e chocolate, Sveva Casati: uma história de amor entre um casal maduro com todos os percalços envolvidos numa relação de dezoito anos que foi construída não só com o companheirismo esperado, mas baseada também em mentiras, traições e decepções. Um pequeno trecho desse deliciosa leitura aqui. Fica a dica para quem procura um bom romance!
  • A mulher do viajante no tempo, Audrey Niffenegger: mais um romance – porque eu adoro, sempre! É a história de Clare e Henry e seus encontros ao longo da vida de Clare. Henry sofre de um distúrbio genético raro que o faz viajar no tempo e encontrar com sua esposa em diversos momentos da vida dela, no passado ou no futuro. Fiquei um pouco perdida com esse tipo de leitura… O filme conseguiu captar melhor as idas e vindas de Henry.
  • Criando meninas, Gisela Preuschoff: quando o Guilherme tinha uns cinco anos eu li o livro Criando meninos. Agora chegou a hora de eu conhecer um pouco mais sobre a difícil arte de criar meninas felizes e seguras. Nunca é demais relembrar conceitos já conhecidos para colocá-los em prática na educação dos nossos filhos…
  • Série Becky Bloom, Sophie Kinsella: As listas de casamento de Becky Bloom, A irmã de Becky Bloom e O chá-de-bebê de Becky Bloom, os três livros que faltavam para mim. Ok, leitura bem mulherzinha que eu amo! Não dá vontade de parar de ler… Estou na torcida por um novo livro da série, eles são hilários! Ah, não sou consumista como a Becky Bloom, mas viajo tanto quanto ela imaginando situações hipotéticas surreais – e criando mil desfechos para fatos que sequer acontecem, são apenas devaneios da minha cabeça… Identificação total.
  • Razão e sensibilidade, Jane Austen: até hoje não tinha lido nada da Jane Austen (uma vergonha!). Eis que aproveitando uma promoção comprei esse clássico da literatura e… me apaixonei! Tem tudo que eu gosto num livro: romance água-com-açúcar, personagens bem caracterizados, leitura leve, ou seja, retrata o dia-a-dia de pessoas comuns, na sociedade inglesa de 1811. Estou de olho no Orgulho e preconceito, o próximo da minha listinha! O blog Jane Austen em portugês é maravilhoso, visitem-no.

Agora finalmente começarei a leitura de A sombra do vento. E, como sempre, aceito sugestões de bons livros para enriquecer meus dias. Termino com uma fotinho da minha pequena e seus amigos livros, seguindo os passos da mãe.

PS: Prometo escrever em breve sobre dicas de livros para bebês. Já para os pré-adolescentes, o meu rapaz tem lido bem menos do que eu gostaria, por isso, não tenho muitas novidades. O volume de informação para estudar para o colégio tem sido enorme e o Gui tem lido mais os paradidáticos recomendados.

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Domingo chuvoso em Recife, dia ideal para ficar em casa com meus amores, curtindo todas as gracinhas da caçula, brincando muito com meu filhão, revendo alguns filmes (também tem maratona Lost no AXN!) e lendo. Estou devorando Lua Nova e lembrei: há quanto tempo não escrevo sobre livros no blog! Talvez porque meu ritmo de leitura diminuiu imensamente no ano passado. Li durante a gravidez, enquanto estivemos internadas e, depois, durante a amamentação da Beatriz. Depois disso, o pouco tempo que me sobrava eu só queria dormir! Mas uma das minhas resoluções para esse ano é ler ao menos um livo por mês e, por isso, quero escrever com frequência sobre esse tema.

Li em 2009:

  • Só por amor (Mônica de Castro), escrevi sobre ele nesse post.
  • A distância entre nós (Thrity Umrigar), também já detalhado aqui.
  • Equilíbro (Flávia Mariano), que me fez relembrar muitos fatos passados em que eu tentava equilibrar minha vida profissional com a realização dos meus sonhos, vivendo sempre sem tempo e adiando o momento de ser feliz. Livro super indicado para mulheres na faixa dos 30 anos que trabalham demais, não vivem sem a tecnologia e procuram encontrar um meio termo para realizar objetivos pessoais e profissionais.
  • Os delírios de consumo de Becky Bloom; Becky Bloom, os delírios de consumo na 5a Avenida; Lembra de mim? (Sophie Kinsella). Essa coleção dispensa maiores comentários e é garantia de uma leitura leve, divertida e, com certeza, de fácil “identificação”.  Quero ler os demais títulos dessa autora ainda em 2010!
  • Crepúsculo (Stephenie Meyer), outro livro que é sucesso mundial e que não me atraía de jeito nenhum. Tá, até eu assistir ao filme e mudar de opinião… Excelente, mesmo que um tanto focado nos leitores adolescentes, a mistura de romance com o universo sobrenatural, vampiro, lobisomens, realmente prende a atenção de qualquer um! Estou terminando de ler Lua Nova e preciso comprar Eclipse e Amanhecer correndo.

Bem, a lista de livros na minha cabeceira é enorme: a coleção de As Brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley), só li o primeiro livro na adolescência e aproveitei umas dessas promoções excelentes para comprar os demais títulos; O menino do pijama listrado (John Boyne), depois de me emocionar com o filme eu preciso mergulhar nas entrelinhas dessa história; A outra vida de Catherine M. (Catherine Millet), foi uma cortesia da editora e, apesar de diferente dos tipos de livros que leio, pareceu bem interessante; Casais inteligentes enriquecem juntos (Gustavo Cerbasi), leitura mais do que adiada, ao mesmo tempo que é muito necessária para mim;   As vidas de Chico Xavier (Marcel Souto Maior), empréstimo de uma amiga e com certeza é uma bela história de vida de alguém que é um exemplo para todos nós. E A Encantadora de bebês nunca sai da minha pilha de livros, ainda tenho muito o que aprender! Tem de tudo um pouco na minha cabeceira, de ficção a biografias, de auto-ajuda a drama.

Além desses, quero ler: A sombra do vento (Carlos Ruiz Zafón), Baunilha e chocolate (Sveva Casati) e A mulher do viajante do tempo (Audrey Niffenegger). Alguma outra indicação? O que você tem lido e tem como sugestão para mim? 😉

PS: O Guilherme, apesar de ter lido bem menos do que eu gostaria no ano passado, está feliz por ter terminado a coleção do Zac Power. Tem alguns livros na cabeceira do meu pré-adolescente, junto com Legos, aviões e sucatas, e pretendo escrever sobre eles assim que ele ler – e opinar! Ganhamos Os 7 hábitos das crianças felizes (Sean Covey) e ele adorou, será o primeiro livro que escreverei a resenha aqui no blog.

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