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Archive for the ‘Amor’ Category

Do príncipe ao sim

Dia 21 foi aniversário do meu querido, o companheiro amado que mudou minha vida e me deu dois tesouros maravilhosos. Nunca é tarde para deixar uma pequena homenagem àquele que está ao meu lado em todos os momentos, meu porto seguro nas horas difíceis e maior torcedor das minhas (nossas!) vitórias. Amo você. Sempre e mais!

Do príncipe ao sim (Elisa Lucinda)

O homem que eu amo
veio de tanto eu pedir
mas quando parei de esperá-lo
veio quando eu ao depená-lo
do meu sonho receio,
permiti que em vez de início ou fim
ele no meio de mim
fosse só o meio.
Não meio no sentido tático
de jeito ou de modo.
Meio no sentido de durante
de enquanto
de presente.
Quando abandonei o título futuro
definitivo da eternidade
o rótulo azarento de garantia
no departamento de intimidade,
quando abandonei o desejo
de ressarcir aquio que perdi na antigüidade,
meu homem chegou cheio de saudade
ocupando inteiro
seu lugar de meio
sua inteira metade.

Não deixem de assistir a esse vídeo lindo!

A SHORT LOVE STORY IN STOP MOTION from Carlos Lascano on Vimeo.

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Que a data seja comemorada com muito amor e respeito entre os casais apaixonados. Lembrando sempre que antes de  sermos marido/mulher, pais, donos de casa… somos namorados, eternamente, e devemos manter acesa a chama da sedução, conquistando-nos diariamente sem deixar que esses outros papéis nos sufoquem.

Amor, obrigada por ser meu companheiro! Metade da minha vida ao seu lado e a cada dia me apaixono mais por você. E, claro, te escolho novamente, sempre!

O casal perfeito (Lya Luft)

A solidão dos homens tem a medida da solidão de suas mulheres. Isso eu disse e escrevi – e repito – em dezenas de palestras por este país afora. Aí me pedem para escrever sobre o casal perfeito: bom para quem gosta de desafios.

O casal perfeito seria o que sabe aceitar a solidão inevitável do ser humano, sem se sentir isolado do parceiro – ou sem se isolar dele? O casal perfeito seria o que entende, aceita, mas não se conforma, com o desgaste de qualquer convívio e qualquer união.

Talvez se possa começar por aí: não correr para o casamento, o namoro, o amante (não importa) imaginando que agora serão solucionados ou suavizados todos os problemas – a chatice da casa dos pais, as amigas ou amigos casando e tendo filhos, a mesmice do emprego, chegar sozinha às festas e sexo difícil e sem afeto.

Não cair nos braços do outro como quem cai na armadilha do ‘enfim nunca mais só!’, porque aí é que a coisa começa a ferver. Conviver é enfrentar o pior dos inimigos, o insidioso, o silencioso, o sempre à espreita, o incansável: o tédio, o desencanto, esse inimigo de dois rostos.

Passada a primeira fase de paixão (desculpem, mas ela passa, o que não significa tédio nem fim de tesão), a gente começa a amar de outro jeito. Ou a amar melhor; ou, aí é que a gente começa a amar. A querer bem; a apreciar; a respeitar; a valorizar; a mimar; a sentir falta; a conceder espaço; a querer que o outro cresça e não fique grudado na gente.

O cotidiano baixa sobre qualquer relação e qualquer vida, com a poeira do desencanto e do cansaço, do tédio. A conta a pagar, a empregada que não veio, o filho doente, a filha complicada, a mãe com Alzheimer, o pai deprimido ou simplesmente o emprego sem graça e o patrão de mau humor.

E a gente explode e quer matar e morrer, quando cai aquela última gota – pode ser uma trivialíssima gota – e nos damos conta: nada mais é como era no começo. Nada foi como eu esperava. Não sei se quero continuar assim, mas também não sei o que fazer. Como a gente não desiste fácil, porque afinal somos guerreiros ou nem estaríamos mais aqui, e também porque há os filhos, os compromissos, a casa, a grana e até ainda o afeto, é preciso inventar um jeito de recomeçar, reconstruir.

Na verdade devia-se reconstruir todos os dias. Usar da criatividade numa relação. O problema é que, quando se fala em criatividade numa relação, a maioria pensa logo em inovações no sexo, mas transar é o resultado, não o meio. Um amigo disse no aniversário de sua mulher uma das coisas mais belas que ouvi: ‘Todos os dias de nosso casamento (de uns 40 anos), eu te escolhi de novo como minha mulher’.

Mas primeiro teríamos de nos escolher a nós mesmos diariamente. Ao menos de vez em quando sentar na cama ao acordar, pensar: como anda a minha vida? Quero continuar vivendo assim? Se não quero, o que posso fazer para melhorar? Quase sempre há coisas a melhorar, e quase sempre podem ser melhoradas. Ainda que seja algo bem simples; ainda que seja mais complicado, como realizar o velho sonho de estudar, de abrir uma loja, de fazer uma viagem, de mudar de profissão.

Nós nos permitimos muito pouco em matéria de felicidade, alegria, realização e sobretudo abertura com o outro. Velhos casais solitários ou jovens casais solitários dentro de casa são terrivelmente tristes e terrivelmente comuns.

É difícil? É difícil. É duro? É duro. Cada dia, levantar e escovar os dentes já é um ato heróico, dizia Hélio Pellegrino. Viver é um heroísmo, viver bem um amor mais ainda. O casal perfeito talvez seja aquele que não desiste de correr atrás do sonho de que, apesar dos pesares, a gente, a cada dia, se escolheria novamente, e amém.

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Amore, quase metade da minha vida ao seu lado, quanto tempo! Qualquer coisa que eu escreva será pouco para registrar o quanto te amo e como você é importante para mim, como sou grata a Deus por ter me permitido te reencontrar aqui na Terra. Obrigada por ser quem é, com todas suas qualidades e seus defeitos. E que nossa estrada esteja apenas no começo, temos ainda muito o que compartilhar…

PS: O que escrevi sobre a nossa história aqui no blog em 2008. Já em 2009, o nascimento da Beatriz não me permitiu te homenagear virtualmente, mas garanto que as emoções que vivemos naqueles dias foram as mais inesquecíveis de todas, mesmo que tenha sido um período tenso…

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Tua dádiva

Amor, um76092764a pequena poesia em homenagem ao nosso aniversário…

Tua dádiva (Lya Luft)

Acolhe-me em teu abraço,
com teu olhar me afirma:
aquele espaço a teu lado
é o porto da minha viagem,
meu lado de rio, minha margem.

Abriga-me no teu corpo
para que o meu se desdobre
em onda de mar ou concha.

Aceita-me e me recria
como nem eu me conheço:
em ti parece que chego
como uma coisa concreta,
algo que avança e se adianta,
e só assim se desdobra,
pois antes era miragem.

Recebe-me em duas partes:
aquela que o mundo avista,
e a outra, a verdadeira,
chão de tua sombra que passa,
e da tua luz que se planta.

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Sábado eu estava com uma super enxaqueca e só queria ficar deitada, quietinha, esperando o analgésico fazer efeito. Lembrei que tinha um DVD para assistir, um romance, o que seria ideal para um sábado à noite como esse: Um amor para recordar. Achei que fosse apenas mais uma história de amor entre adolescentes americanos, porém, me surpreendi. O filme levou-me às lágrimas, vi, revi, decorei a música, refleti… E até o Gil, que não é muito “chegado” a esse tipo de filme, adorou. A história, mais do que a velha fórmula de um simples romance com excelente trilha sonora, transmite uma mensagem de fé em Deus, de crença no melhor do ser humano, de valores que devem ser cultivados por todos nós. É lindo, sem ser piegas. Amor puro, emocionante, uma verdadeira lição de vida, principalmente para os jovens de hoje em dia. Quer saber mais sobre o filme? Clique aqui e assista ao vídeo abaixo. Recomendo!

Only Hope (Composed by Jon Foreman / Mandy Moore)

There’s a song that’s inside of my soul
It’s the one that I’ve tried to write over and over again
I’m awake in the infinite cold
But you sing to me over and over and over again

So I lay my head back down
And I lift my hands and pray to be only yours
I pray to be only yours
I know now you’re my only hope

Sing to me of the song of the stars
Of your galaxy dancing and laughing and laughing again
When it feels like my dreams are so far
Sing to me of the plans that you have for me over again

And I lay my head back down
And I lift my hands and pray to be only yours
I pray to be only yours
I know now you’re my only hope

I give you my apathy
I’m giving you all of me
I want your symphony
Singing in all that I am
At the top of my lungs
I’m giving it back

And I lay my head back down
And I lift my hands and pray to be only yours
I pray to be only yours
I pray to be only yours
I know now you’re my only hope

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Perfeito!!!

Para que serve um relacionamento (Drauzio Varela)
Algumas pessoas mantêm relações para se sentirem integradas na sociedade, para provarem a si mesmas que são capazes de ser amadas, para evitar a solidão, por dinheiro ou por preguiça.

Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa; à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.

Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se incomode com isso.

Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada e bonita a seu modo.

Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa.

Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro quando o cobertor cair.

Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.

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Bodas de Estanho

“O Amor Antigo”
O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige, nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.

Carlos Drummond de Andrade

10 anos juntos… Uma década, 3650 dias, muitos momentos, um filho amado e a certeza de que você é muito mais do que sonhei. Te amo, meu querido!

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