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Archive for the ‘Blogagem coletiva’ Category

Você que é mãe e antenada, sabe que está acontecendo o mamaço real/virtual. Tudo porque uma mãe foi impedida de amamentar em uma exposição do Itaú Cultural (entenda mais sobre o caso aqui). Minha pequena participação nesse movimento são algumas fotos amamentando a Beatriz. Confesso que fiquei com MUITA saudade desse momento tão mágico!

Primeira mamada da Bia, ainda na UTI Neonatal. Prematura, com 33 semanas, não teve dificuldades para mamar, graças a Deus!

Já em casa, com um mês de vida.

5 meses de pura fofura!

Esse é o único olhar com quem nós, mães, devemos nos preocupar…

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Texto verdadeiro e muito bem redigido por algumas mães do grupo Futuro do Presente. Faço minha pequena parte ao compartilhá-los com vocês e peço que também o divulguem aos seus contatos. Afinal, quem não deseja um mundo melhor para nossos filhos?

 

Que futuro terão nossos filhos?

Aproveitamos o sentimento de indignação e tristeza que nos abalou nos últimos dias para convoca-los para uma mobilização pelo futuro das nossas crianças. A tragédia absurda ocorrida na escola em Realengo (Rio de Janeiro) é resultado de uma estrutura complexa que tem regido nossa vida em sociedade. O problema vai muito além de um sujeito qualquer decidir invadir uma escola e atirar em crianças. Armas não nascem em árvores.

A coisa está feia: choramos por essas crianças, mas não podemos nos deixar abater pelo medo, nem nos submeter aos valores deturpados que têm regido nossa sociedade propiciando esse tipo de crime. Não vamos apenas chorar e reclamar: vamos assumir nossa responsabilidade, refletir, trocar ideias e compartilhar planos de ação por um futuro melhor. Então, mães e pais, como realizar uma revolução que seja capaz de mudar esses valores sociais inadequados?

Vamos agir, fazer barulho, promover mudanças! Acreditamos na mudança a longo prazo. Precisamos começar a investir nas novas gerações: a esperança está na infância. Vamos fazer nossa parte: ensinar nossos filhos pra que façam a deles.

Se desejamos alcançar uma paz real no mundo,

temos de começar pelas crianças. Gandhi

O que estamos fazendo com a infância de nossas crianças?

Com frequência pais e mães passam o dia longe dos filhos porque precisam trabalhar para manter a dinâmica do consumo desenfreado. Terceirizam os cuidados e a educação deles a pessoas cujos valores pessoais pensam conhecer e que não são os valores familiares. Acabamos dedicando pouco tempo de qualidade, quando eles mais precisam da convivência familiar. Assim, como é possível orientar, entender, detectar e reverter tanta influência externa a que estão expostos na nossa longa ausência? Estamos educando ou estamos nos enganando?

O que vemos hoje são crianças massacradas e hiperestimuladas a serem adultos competitivos desde a pré-escola. Estão constantemente expostos à padronização, competição, preconceito, discriminação, humilhação, bullying, violência, erotização precoce, consumo desenfreado, culto ao corpo, etc.

O estímulo ao consumo desenfreado é uma das maiores causas da insatisfação compulsiva de nossa sociedade e de tantos casos de depressão e episódios de violência. Daí o desejo de consumo ser a maior causa de crime entre jovens. O ter superou o ser. Isso porque a aparência é mais importante do que o caráter. Precisamos ensinar nossos filhos que a felicidade não está no que possuímos, mas no que somos. Afinal, somos o exemplo e eles repetem tudo o que fazemos e o modo como nos comportamos. E o que ensinamos a nossos filhos sobre o consumo? Como nos comportamos como consumidores? Onde levamos nossos filhos para passear com mais frequência? Em shoppings?

Quanto tempo nossos filhos passam na frente da TV? 10 desenhos por dia são 5 horas em frente à TV sentados, sem se movimentar, sem se exercitar, sendo bombardeados por mensagens nem sempre educativas e por publicidade mentirosa que incentiva o consumo desde cedo, inclusive de alimentos nada saudáveis. Mais tempo do que passam na escola ou mesmo conosco que somos seus pais!

Porque os brinquedos voltados para os meninos são geralmente incentivadores do comportamento violento como armas, guerras, monstros, luta? A masculinidade devia ser representada pela violência? Será que isso não contribui para a banalização da violência desde a infância? Quando o atirador entrou na escola com armas em punho, as crianças acharam que ele estava brincando.

Nós cidadãos precisamos apoiar ações em que acreditamos e cobrar do Estado sua implementação, como o controle de armas, segurança nas escolas, mudança na legislação penal, etc. Mas acima de qualquer coisa precisamos de pessoas melhores. Isso inclui educação formal e apoio emocional desde a infância. É hora de pensar nos filhos que queremos deixar para o mundo, para que eles possam começar a vida fazendo seu melhor. Criança precisa brincar para se desenvolver de forma sadia. É na brincadeira que elas se descobrem como indivíduos e aprendem a se relacionar com o mundo.

Nós pais precisamos dedicar mais tempo de convivência com nossos filhos e estar atentos aos sinais que mostram se estão indo bem ou não. Colocamos os filhos no mundo e somos responsáveis por eles! Eles precisam se sentir amados e amparados. Vamos orientá-los para que eles sejam médicos por amor não por status, que sejam políticos para melhorar a sociedade não por poder, funcionários públicos por competência e não pela estabilidade, juízes justos, advogados e jornalistas comprometidos com a verdade e a ética, enfim!

Precisamos cobrar mais responsabilidade das escolas que precisam se preocupar mais em educar de verdade e para um futuro de paz. Chega de escolas que tratam alunos como clientes.

Não temos mais tempo a perder. Ou todos nós, cedo ou tarde, faremos parte da estatística da violência. Convidamos todos a começar hoje. Sabemos que não é fácil. E alguma coisa nessa vida é? Vamos olhar com mais atenção para nossos filhos, vamos ser pais mais presentes, vamos cobrar mais da sociedade que nos ajude a preparar crianças melhores para um mundo melhor!

Nossa proposta aqui é de união e ação para promover uma verdadeira mudança social. A mudança do medo para o AMOR, do individualismo para a FRATERNIDADE e para a EMPATIA, da violência para a GENTILEZA e a PAZ.

Ana Cláudia Bessa www.futurodopresente.com.br

Cristiane Iannacconi www.ciclicca.blogspot.com

Letícia Dawahri http://sorrisosdaalma.blogspot.com

Monique Futscher www.mimirabolantes.blogspot.com

Renata Matteoni www.rematteoni.wordpress.com

Se você gostou do conteúdo e quer se juntar à nós, publique esta carta agora em seu blog e vamos todos juntos mostrar que queremos uma sociedade melhor e que estamos prontos para o desafio de criar pessoas melhores.

Não tem blog? Mande a carta por e-mail aos amigos, dissemine esta idéia.

Além disso, vamos imprimir e levar para a escola de nossos filhos para conseguir que ela seja distribuída nas agendas  aos outros pais. Vamos agir, vamos movimentar a sociedade. Vamos mostrar a importância que a presença dos pais tem na vida das crianças, futuros cidadãos.

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Há doze anos atrás eu não pestanejei quando precisei voltar ao trabalho e escolhi colocar o Guilherme, então com apenas quatro meses, numa creche. A mulher segura, independente e dona do seu nariz acreditava que sabia o que era melhor para o seu filho. As pesquisas não confirmavam que as crianças criadas em creche eram mais sociáveis e até super inteligentes? Por que eu deveria me questionar se essa decisão era ou não acertada? Afinal, também precisava trabalhar, e muito, num regime de “escravidão”, com horas-extras e às vezes até aos sábados (sem contar o MBA, os cursos de extensão, tudo que tomava um tempo que seria do meu filho). Mesmo que muitas vezes eu saísse da creche aos prantos ao deixar meu bebê ainda dormindo, que me corroesse de raiva porque o Gui ficava chamando a tia Bá até nos finais-de-semana ou que ele emendasse uma virose em outra, só trocando o nome do antibiótico, não, essa foi a minha sábia opção: creche integral, mãe ausente e muito produtiva, bem remunerada, trabalhando na empresa que sempre sonhou, feliz, mas emocionalmente aos pedaços.

E por que essa historinha? Porque chegou a vez da Beatriz, com quase dois anos, ir para a escola. Cedo? Tarde? Sinto que é a hora dela. Dessa vez, vivo um momento completamente diferente. Sou apenas mãe, num longo período sabático por opção ao lado das minhas crias. E aquela menina de nariz em pé que tinha como prioridade crescer na empresa, ter uma carreira acima de tudo, hoje se vê dependente de uma pequerrucha e questiona se é ou não a hora de ela ficar longe de mim por tanto tempo (quatro horas!). Mudei? Sim, demais. Ah, as pesquisas também, agora afirmam que crianças que vão pra creche precocemente são mais estressadas e com problemas emocionais do que aquelas que vivem a primeira infância ao lado da mãe. Sério mesmo? Só para eu me culpar mais ainda… Se errei com o Gui foi acreditando que era o melhor para ele, para mim, para nossa família, para a realização de outros sonhos. Hoje ele é um adolescente inteligente, feliz, seguro e muito criativo – mas também super ansioso, estressa-se com facilidade e tem dificuldades em perder…

O início do ano tem sido marcado por essa nova mudança na dinâmica da minha família, a escolha da escola ideal, comprar o material, o uniforme, pensar em como será a nossa adaptação. Porque a adaptação será mais da mãe do que da bebê! Desde que a Bia nasceu vivemos em “simbiose” total, o pai vai trabalhar, o mano passa o dia todo fora, somos só nós duas grudadas, em casa, no parquinho, inventando brincadeiras e diversões. Mesmo sabendo que preciso de um tempo para resolver minhas coisas e voltar a pensar em mim, não sei como será ao fechar a porta do apartamento e não encontrar a Bia, que estará feliz e faceira na escola. Com certeza ela vai se adaptar fácil, é uma espoleta que precisa desse momento, do espaço para brincar, das outras crianças para interagir… Talvez a mãe aqui, que inúmeras vezes reclama do cansaço de cuidar exclusivamente das crianças sem ajuda de ninguém, vai precisar se adaptar a ser ela mesma, modificada, com outras certezas. E aí, sim, retomar o curso da minha carreira, com outros olhos, vivenciando plenamente o papel de mãe que a natureza me confiou e que lá atrás eu não pude valorizar como deveria, sendo adepta da frase: sou uma mãe de qualidade e não de quantidade. Será que estou preparada para essa mudança? Será que meus filhos entenderão minhas escolhas tão diferentes? Ambas tiveram um único intuito: ajudá-los a crescer como pessoas seguras, independentes, felizes. E, claro, muito amadas.

PS: Está rolando uma blogagem coletiva sobre Mulher e Mercado de Trabalho bem interessante, promovido pelo What mommy needs, confiram!

PS2: Com a pequena na escola, terei mais “tempo” para voltar a atualizar o blog como antes… Mesmo que seja para escrever sobre ela e o irmão!

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colagem mamando

De 1 a 7 de agosto acontece a SMAM, Semana Mundial de Amamentação. E como vivo essa fase mágica com minha pequena Beatriz, resolvi escrever sobre minha experiência com a amamentação:

A Bia nasceu prematura, com 33 semanas, um parto de emergência com todos os riscos envolvidos nesse tipo de situação (meu líquido “secou” de um dia para o outro…). Parto normal? Esquece. Fotos? Só depois do ok da pediatra, “não sabemos como a bebê estará”, foi o que ouvi. Enfim, foi o momento mais tenso da minha vida. Surpreendendo tudo e todos, com a benção de Deus ela nasceu saudável, perfeita, Apgar 10, uma verdadeira dádiva! Mas precisou de UTI porque nasceu com baixo peso (1.890 kg). Só pude segurá-la no dia seguinte e tentar amamentá-la, apenas estímulo bebê x peito. Mais uma surpresa divina: ela pegava corretamente o peito e o melhor, sabia sugar como se fizesse isso há muito tempo! Até hoje me emociono ao ver a primeira foto da colagem deste post, quando ela mamou pela primeira vez: seus olhinhos atentos, a sonda no nariz… Não tinha lido sobre prematuro na gravidez – ninguém se prepara para essa experiência… – e foi o melhor que fiz. Não sabia que eles tem dificuldade para sugar, talvez se soubesse disso minhas neuras teriam comprometido esse processo com a Beatriz. Ela mamava 5 minutos, 3 vezes ao dia, aumentando aos poucos. Recebia o complemento de leite materno do banco de leite do Hospital Esperança, onde ela nasceu. E eu tirava o leite no próprio banco. O meu dilema começou depois, ela precisava ganhar peso para receber alta. Era um tal de dar de mamar e tirar leite com a bomba, tudo para aumentar minha produção que era pouca. Plasil, tintura de algodoeiro, eu tentava  tudo que me indicavam para conseguir trazer minha bebê para casa.  A Beatriz recebeu alta com 11 dias, apenas no peito.

Momento culpa: até hoje eu a amamento, porém com 1 mês e meio introduzi o complemento. Por quê? Ela era muito pequetita, ganhava pouco peso, eu estava desesperada… Sei que poderia continuar só no peito, mas não consegui… Até hoje ela mama no peito e no complemento, sendo que em muitas mamadas ela rejeita a mamadeira, ou mama no peito, mamadeira e pede peito de novo depois. Mamando de 2 em 2 horas, tem horas que estou tão cansada que o leite diminui…. Noutras ele vem bastante! Quero e vou amamentar minha filha o máximo de tempo que puder. Hoje, aos 3 meses, quando ela me olha ou sorri ao mamar, como na foto, sinto-me tão realizada. Esse vínculo que estabelecemos ao fornecer nossa vida para esse pequeno ser que nos foi confiado é muito gratificante.

Talvez seja criticada pelo que escrevi, mas fui sincera. Com meu filho Guilherme, 10 anos, a experiência foi outra… Nenhum preparo, marinheira de primeira viagem, novinha, foi apenas dar o peito e ele mamou. Lembro que usei um spray no nariz para estimular o leite a “descer” que foi uma maravilha. E só. Vivíamos grudados um no outro, ele mamava a toda hora, eu passei minha licença deitada vendo televisão com meu bezerrinho mamando! Gui nasceu fortinho e sempre foi guloso, rs. Mamou exclusivamente no peito até meu retorno ao trabalho.

Quem quiser acompanhar os posts da SMAM, eu indico o Síndrome de Estocolmo (referência no assunto) e o Aprendiz de Mãe. Recomendo também o texto da Ana Cláudia, do blog O Futuro do presente: Leite Materno Vs Fórmula Infantil, sem combate! Excelente!!!

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Outubro Rosa

Hoje é o dia do lançamento oficial da campanha Outubro Rosa e data escolhida pela Sam e pela Kaká para, através de uma blogagem coletiva, divulgar a campanha Mulher Consciente. “Não aceite informação pela metade” é o slogan dessa campanha que irá promover ações durante o mês de outubro com o objetivo de conscientizar a mulher da importância do auto-exame das mamas. Você já parou pra pensar que é responsável por cuidar da sua saúde? Leitora mulher que passar por aqui, a mama é sua, não é do seu marido ou do seu filho! Por isso, é fundamental que o auto-exame seja feito com regularidade, assim como a mamografia a partir dos 40 anos (30 anos se tiver casos da doença na família).

Eu apóio essa causa, mesmo que muitas vezes seja displicente, é verdade, esqueço de me examinar mensalmente… Porém meu check-up médico é sagrado e eu não sou tão relaxada assim, apenas preciso me lembrar que o auto-exame deve ser feito com freqüência. Tenho casos de câncer de mama na família, em parentes distantes (minha bisavó materna) e sei que mesmo que geneticamente não tenha um fator de risco, preciso me cuidar.

Você sabia que “a cada ano 8 milhões de pessoas em todo planeta recebem diagnóstico de câncer de mama e que uma em cada três mulheres tem, tiveram ou terão algum tipo de câncer em sua vida e, destas, uma em cada dez desenvolverá câncer de mama. Em nosso país 10 mil mulheres morrem em decorrência do câncer de mama por ano. O INCA (Instituto Nacional do Câncer) estima que são 49 mil casos por ano, o que seria equivalente a 134 novos casos por dia e 5 novos casos por hora.” (fonte: post da Sam). Fiquei assustada com esses números!

Se você notar que o rosa invadiu sua cidade, saiba que não é à toa. A partir de hoje alguns monumentos públicos e edifícios privados receberão iluminação nessa cor para divulgar o movimento Outubro Rosa:

  • Santander Cultural – Edifício Altino Arantes – São Paulo/ SP
  • Pinacoteca do Estado de São Paulo – São Paulo/ SP
  • Cristo Redentor – Rio de Janeiro/ RJ (dias 28 e 29 de outubro)
  • Teatro Ópera de Arame – Curitiba/ PR
  • Farol da Barra – Salvador/ BA
  • Memorial JK – Brasília/ DF
  • Monumentos Usina do Gasômetro / Supercuia – Porto Alegre/ RS

A campanha contará também com o Rosamóvel, uma van que servirá como espaço itinerante do Portal Mulher Consciente em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Salvador. Atenção mulherada que adora se vestir de rosa (maninha, essa é pra você!): caprichem no visual porque mulheres vestidas com acessórios nessa cor serão fotografadas em um fundo cheio de frases e essa foto posteriormente será postada no site da campanha.

Que tal conhecer o site www.mulherconsciente.com.br? Lá você encontra diversas informações sobre a saúde feminina. E participe também dessa blogagem coletiva. Essa causa é de todos nós!

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Sou carioca de berço e de coração, mesmo que já arraste um pezinho pelo estado pernambucano que me acolheu tão hospitaleiramente no ano passado. Pensar no Rio de Janeiro é ter boas lembranças de lugares, pessoas, fatos… É a minha vida escrita tendo ao fundo belos cartões-postais. Hoje é o dia da blogagem coletiva Coisas do Brasil, proposta pela Andrea Motta do blog Leio o mundo assim, e eu deveria escrever sobre a minha cidade. Acredito que muitos escreverão sobre as belezas do Rio de Janeiro, suas principais atrações, sua história e seus problemas atuais. Eu escolhi escrever sobre dois lugares que, de fato, sentimos muita falta e não encontramos igual onde moramos atualmente: Jardim Botânico e Parque Lage, que eram os nossos destinos certos nos finais de semana. Bastava levar um bom livro, brinquedos pro meu filho, pão para ele alimentar os peixinhos, banana pros micos que alegravam a criançada nas árvores e tínhamos a receita certa de um gostoso programa em família. Somos muito caseiros e priorizamos os passeios diurnos, ao ar livre, por isso nossa paixão por esses parques encantadores. Claro, o Rio de Janeiro tem muitas outras opções e atende a todos os gostos, mas esses parques são especiais para nós pelas lembranças e por tudo que vivemos neles. Além deles, adorávamos ir na Casa de Rui Barbosa, passear de bicicleta no Aterro do Flamengo, andar de pedalinho na Lagoa Rodrigo de Freitas e pegar uma praia no Forte São João que, na minha opinião, além de ter uma bela fortaleza histórica, possui a melhor praia carioca aos pés do Cristo Redentor. Tenho ou não motivos para morrer de saudades?

Jardim Botânico:

Patrimônio carioca e nacional, uma das principais heranças deixadas por Dom João VI, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro comemora o bicentenário em 2008, no dia 13 de junho. A data será festejada com um concerto de música clássica e o lançamento de um livro sobre os 200 anos do ponto histórico.

As particularidades desse parque o colocam entre os dez principais jardins botânicos do mundo. Realmente ele é um verdadeiro santuário ecológico. Além de abrigar as mais raras espécies de plantas da flora brasileira e de outros países, é uma ótima opção de lazer para crianças e adultos e um deleite para aqueles que querem contemplar a natureza. Você pode caminhar horas e sempre verá uma paisagem diferente, da Mata Atlântica ao Jardim Japonês, das palmeiras imperiais às vitórias-régias ou bambuzais São espécies do mundo inteiro!

Ir ao Jardim Botânico é desligar-se do burburinho urbano (e das mazelas da metrópole também) e adentrar uma outra dimensão, da beleza natural. Não a natureza bruta, plena de feras, perigos. Mas a natureza domada, como se nós, homens, criados à imagem e semelhança de Deus, tivéssemos “retocado” a obra divina. São dois séculos de paisagismo, tempo suficiente para que o nosso Jardim Botânico se tornasse uma das maravilhas do mundo. É ver para crer!”

Fonte: Literatura & Rio de Janeiro

“Localizado junto a uma das vias de maior movimento da Zona Sul do Rio de Janeiro, no bairro ao qual empresta seu nome, o Jardim Botânico é um oásis de paz em meio à agitação da cidade grande. Este é o único lugar no Rio onde é possível encontrar cerca de 6.200 espécies vegetais — algumas até em extinção — provenientes de todas as partes do planeta. Sua origem remonta ao século XIX, à época da chegada da Família Real ao Rio de Janeiro, ocorrida a 7 de março de 1808. Preocupado com o problema acarretado pelas longas viagens e pelos perigos enfrentados durante o trajeto pelos navios que transportavam especiarias das Índias Orientais e de outras partes da Ásia para Portugal, grande mercado consumidor, D. João resolveu iniciar a construção, no Rio de Janeiro, de um parque onde essas espécies pudessem ser aclimatadas. Com esse objetivo, em 13 de junho de 1808, foi criado o Jardim de Aclimatação. Alguns meses depois, o jardim recebia o nome de Horto Real. A partir daí, o local começou a receber grande quantidade de sementes e mudas. Tão logo D. João foi coroado monarca do Reino Unido de Portugal e Brasil, mandou aumentar a área do Horto Real e mudou seu nome para Real Jardim Botânico. Com o retorno de D. João VI a Portugal, em 25 de abril de 1821, D. Pedro I, ao assumir o trono, deu prosseguimento às obras iniciadas por seu pai; sua primeira providência foi franquear ao público o Real Jardim Botânico, que, até então, era inteiramente privado.”

Fonte: Guia Michelin do Rio de Janeiro.

A revista Casa & Jardim de março/2008 publicou uma matéria excelente sobre o Jardim Botânico: Passeio de Rei. Delicie-se! Ou, se preferir, faça um passeio virtual clicando aqui.

Endereço: Rua Jardim Botânico, 920 (pedestres) e 1008 (veículos), Jardim Botânico, Rio de Janeiro

WebSite: www.jbrj.gov.br

Parque Lage:

O Parque Lage foi projetado pelo paisagista inglês John Tyndale, em 1840. Nos anos de 1920-1940, foi reformulado pelo seu proprietário, o industrial Henrique Lage. Ele edificou uma nova residência em substituição à que fora de seu pai, Antônio Martins Lage. Esta casa tem ao centro um lindo pátio com piscina e é rodeada por jardins românticos. O Parque Lage se apresenta à feição de uma floresta natural, com muitas árvores e arbustos de categorias e dimensões variadas, aos pés do Cristo Redentor.

Entre os principais atrativos do parque, destacam-se: o aquário construído em argamassa, imitando rochas e troncos de árvores, as pontes, bancos e quiosques próximos ao lago que são representações construídas da natureza, a gruta, também artística, e um mirante, onde há um lago conhecido como o Lago dos Patos. Para aqueles que trazem crianças ao parque, este dispõe de equipamentos infantis, como, balanço e escorrega e aos que desejarem participar de caminhadas ecológicas, oferece a opção de uma trilha aberta que atinge o Corcovado. Além de tudo isso, você também encontra por lá a Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Perfeito, não?

O Parque Lage foi recuperado e reinaugurado em 2002, pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. O estado de abandono do parque era enorme, as trilhas estavam deterioradas… Em homenagem à Tom Jobim e ao seu filho, João Francisco, foi instalada uma escultura em bronze de um pintor retratando em sua tela o momento em que Tom e seu filho plantaram uma palmeira no parque.

Endereço: Rua Jardim Botânico, 414, Jardim Botânico, Rio de Janeiro

WebSite: http://www.eavparquelage.org.br/index.htm

Duas coisas que amo num só lugar: Literatura & Rio de Janeiro. Descobri esse blog em função da pesquisa pra blogagem coletiva e indico os maravilhosos textos/fotos do Jardim Botânico e Parque Lage. Por essas e outras que sou fã dessas iniciativas da blogosfera, que sempre nos permitem descobrir novidades e partilhar com os amigos.

Andréa, obrigada por essa oportunidade! Confesso que nesse fim de semana terei mais saudades ainda dos passeios matinais pelos parques cariocas…

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Li em alguns blogs amigos que hoje é o dia da blogagem coletiva Abre aspas“, sugerida pela Lunna Montez’zinny Guedes. Como adoro poesia e esta me acompanhou durante toda a adolescência, resolvi compartilhar com os amigos do blog. Sim, eu já a havia escrito aqui, mas o que fala à alma deve ser repetido inúmeras vezes…

“E o meu amado o que diria se eu partisse?
O que diria se estes versos não ouvisse?
O que teria em suas mãos senão um corpo dessangrado,
cheio de carne, de suspiros, de delírio apaixonado?
Faltaria, porém, o recheio das idéias, a loucura e a razão,
que transformam um encontro sem graça em tremenda paixão!
Mas não tema oh meu querido que esse amor desapareça,
pois ele é amado ao mesmo tempo por um corpo e uma cabeça.
O corpo ele pode beijar, cheirar, fazer do corpo mulher.
Mas a cabeça o possui, manipula e faz dele o que quer!
Haja o que houver, do meu amor esse garoto foi o rei.
Digam a ele que com corpo e cabeça eu sempre o amarei.
A marca dessa lágrima testemunha que eu o amei perdidamente.
Em suas mãos depositei a minha vida e me entreguei completamente.
Assinei com minhas lágrimas cada verso que lhe dei,
como se fossem confetes de um carnaval que não brinquei.
Mas a cabeça apaixonada delirou foi farsante, vigarista, mascarada,
foi amante, entregando-lhe outra amada,
foi covarde que amando nunca amou!”

Essa poesia faz parte do livro A marca de uma lágrima, do Pedro Bandeira, escritor brasileiro que nasceu em 9 de março de 1942 e se destaca pelos livros infanto-juvenis. Pedro Bandeira nasceu em Santos e mudou-se para São Paulo em 1961 para estudar Ciências Sociais. Foi ator, professor, publicitário, jornalista e, a partir de 1972, passou a escrever para crianças e adolescentes. Desde 1983, dedica-se exclusivamente a esta profissão e à pesquisa do universo psicológico de seus leitores, dando conferências para professores em todo o país. Dentre suas muitas obras publicadas, destacam-se A Droga da Obediência, O Fantástico Mistério de Feiurinha, A Marca de uma Lágrima, Alice no País da Mentira e Descanse em Paz, Meu Amor. Recebeu vários prêmios, como o Prêmio APCA, da Associação Paulista de Críticos de Arte e o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, entre outros. Consagrou-se com a publicação de A Droga da Obediência, livro voltado para o público adolescente: o livro já vendeu um milhão e quatrocentos mil exemplares em todo o país. O autor garante que a experiência em jornais e revistas o ajudaram como escritor, uma vez que um jornalista é obrigado a estar parado para escrever sobre quase tudo. Pedro Bandeira mora em um sítio em São Roque, perto da capital de São Paulo, desde 1999. É casado, tem três filhos e vários netos.

Se quiser ler as minhas poesias prediletas, basta filtrar pela categoria Mensagens do blog.

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