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Archive for the ‘Mulher’ Category

Nessa fase de me redescobrir além de só (só???) mãe, esse texto me caiu como uma luva…

“Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.

Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.

Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.

Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.

Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.

Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.”

(Martha Medeiros)

Nessa fase de me redescobrir além de só (só???) mãe, esse texto me caiu como uma luva:

 

“Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.

 

Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.

 

Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.

 

Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.

 

Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.

 

Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.”

(Martha Medeiros)

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Há doze anos atrás eu não pestanejei quando precisei voltar ao trabalho e escolhi colocar o Guilherme, então com apenas quatro meses, numa creche. A mulher segura, independente e dona do seu nariz acreditava que sabia o que era melhor para o seu filho. As pesquisas não confirmavam que as crianças criadas em creche eram mais sociáveis e até super inteligentes? Por que eu deveria me questionar se essa decisão era ou não acertada? Afinal, também precisava trabalhar, e muito, num regime de “escravidão”, com horas-extras e às vezes até aos sábados (sem contar o MBA, os cursos de extensão, tudo que tomava um tempo que seria do meu filho). Mesmo que muitas vezes eu saísse da creche aos prantos ao deixar meu bebê ainda dormindo, que me corroesse de raiva porque o Gui ficava chamando a tia Bá até nos finais-de-semana ou que ele emendasse uma virose em outra, só trocando o nome do antibiótico, não, essa foi a minha sábia opção: creche integral, mãe ausente e muito produtiva, bem remunerada, trabalhando na empresa que sempre sonhou, feliz, mas emocionalmente aos pedaços.

E por que essa historinha? Porque chegou a vez da Beatriz, com quase dois anos, ir para a escola. Cedo? Tarde? Sinto que é a hora dela. Dessa vez, vivo um momento completamente diferente. Sou apenas mãe, num longo período sabático por opção ao lado das minhas crias. E aquela menina de nariz em pé que tinha como prioridade crescer na empresa, ter uma carreira acima de tudo, hoje se vê dependente de uma pequerrucha e questiona se é ou não a hora de ela ficar longe de mim por tanto tempo (quatro horas!). Mudei? Sim, demais. Ah, as pesquisas também, agora afirmam que crianças que vão pra creche precocemente são mais estressadas e com problemas emocionais do que aquelas que vivem a primeira infância ao lado da mãe. Sério mesmo? Só para eu me culpar mais ainda… Se errei com o Gui foi acreditando que era o melhor para ele, para mim, para nossa família, para a realização de outros sonhos. Hoje ele é um adolescente inteligente, feliz, seguro e muito criativo – mas também super ansioso, estressa-se com facilidade e tem dificuldades em perder…

O início do ano tem sido marcado por essa nova mudança na dinâmica da minha família, a escolha da escola ideal, comprar o material, o uniforme, pensar em como será a nossa adaptação. Porque a adaptação será mais da mãe do que da bebê! Desde que a Bia nasceu vivemos em “simbiose” total, o pai vai trabalhar, o mano passa o dia todo fora, somos só nós duas grudadas, em casa, no parquinho, inventando brincadeiras e diversões. Mesmo sabendo que preciso de um tempo para resolver minhas coisas e voltar a pensar em mim, não sei como será ao fechar a porta do apartamento e não encontrar a Bia, que estará feliz e faceira na escola. Com certeza ela vai se adaptar fácil, é uma espoleta que precisa desse momento, do espaço para brincar, das outras crianças para interagir… Talvez a mãe aqui, que inúmeras vezes reclama do cansaço de cuidar exclusivamente das crianças sem ajuda de ninguém, vai precisar se adaptar a ser ela mesma, modificada, com outras certezas. E aí, sim, retomar o curso da minha carreira, com outros olhos, vivenciando plenamente o papel de mãe que a natureza me confiou e que lá atrás eu não pude valorizar como deveria, sendo adepta da frase: sou uma mãe de qualidade e não de quantidade. Será que estou preparada para essa mudança? Será que meus filhos entenderão minhas escolhas tão diferentes? Ambas tiveram um único intuito: ajudá-los a crescer como pessoas seguras, independentes, felizes. E, claro, muito amadas.

PS: Está rolando uma blogagem coletiva sobre Mulher e Mercado de Trabalho bem interessante, promovido pelo What mommy needs, confiram!

PS2: Com a pequena na escola, terei mais “tempo” para voltar a atualizar o blog como antes… Mesmo que seja para escrever sobre ela e o irmão!

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74732297Li esse texto no blog das Mamíferas e parei para pensar em como tem sido diferente ser mãe da Beatriz, em casa 24 horas, e mãe do Guilherme bebê, trabalhando fora e deixando-o na creche. Quando o Gui nasceu eu não tinha muita opção: ou ele ficaria numa creche para eu trabalhar ou eu abandonaria meu emprego para cuidar dele. Quem já me acompanha por aqui sabe que meu primogênito foi a surpresa não planejada mais deliciosa que recebi de Deus, ele apenas apressou o curso da minha vida e, se eu optasse por largar tudo para cuidar dele com apenas dois anos no mercado de trabalho, seria um tiro no meu pé. Na época eu sequer cogitei essa opção por estar totalmente motivada com a empresa em que trabalhava e ter inúmeras expectativas, além daquele gás de quem acabou de sair da universidade. Ao mesmo tempo, a questão financeira me impedia de tomar essa decisão… Assim, o Gui foi pra creche aos quatro meses e só eu sei como sofria todos os dias em que o deixava lá, sabendo que ele ficaria o dia inteiro aos cuidados de estranhas, descobrindo o mundo longe de mim. Perdi as contas das vezes em que ligava pra casa pedindo para não o deixarem dormir pois eu estava chegando e, ao abrir a porta, meu mundo desmoronava ao saber que ele tinha acabado de adormecer. Sem falar das vezes em que parei o que estava fazendo no trabalho para ligar pra creche e ouvir um: “mãe, está tudo bem com ele…” quando meu coração sentia algo estranho… Foi assim até ele ter 8 anos, uma vida bem atribulada na iniciativa privada que me proporcionou outros ganhos, mas que me afastaram do convívio familiar nos primeiros anos do meu filho.

Com a Beatriz está sendo completamente diferente, bem melhor… Como não estou trabalhando fora de casa, posso me dar ao luxo de curtir cada instante da minha pequena. É maravilhoso, não trocaria essa oportunidade por nada! Ela é o meu chiclete, está sempre comigo e entendo o que ela quer pelo olhar ou tom do choro. Fome? Calor? Sono? Quer apenas um dengo de mãe? Resolvo tudo num instante! Parece que nosso cordão umbilical nem foi cortado, rs. Tem horas em que me questiono, bem menos do que no passado, logo quando decidi parar de trabalhar. Ainda bate alguma dúvida sobre essa minha escolha porque tenho noção de que meu currículo está perdendo seu valor – infelizmente a experiência de 2 anos e meio como mãe integral não conta, nem mesmo as aptidões que adquirimos ao cuidar dos filhos! Porém, basta eu olhar para minha bebê  de 5 meses brincando ao meu lado para ter a certeza de que esse momento é nosso, é muito especial e único. Quando estou no parquinho com ela e eu me lembro de que naquele momento inúmeras mulheres estão em reuniões urgentes, resolvendo problemas dificílimos ou viajando a negócios, olho para minha filha encantada observando os pássaros, as flores, e sei que emprego algum me daria tamanha recompensa. Ela é super dependente de mim e não consigo imaginar deixando-a com outra pessoa para eu me ausentar o dia inteiro! Quando ela faz alguma gracinha, logo penso que esse momento do Guilherme eu não vivi, foi a tia da creche quem viu seus inúmeros sorrisos e sabia qual era sua brincadeira preferida antes de mim, assim como era ela quem enxugava suas lágrimas durante minha ausência física. Hoje tenho consciência de como minha presença é vital para o desenvolvimento da Beatriz e desejo estar sempre por perto, seja para ela segurar minha mão num instante difícil ou dar seus primeiros passos em minha direção…

Por viver duas situações tão extremas com meus filhos posso garantir que, para mim, trabalhar é muito bom por inúmeras razões e não desejo ficar em casa eternamente, mas estar ao lado da minha bebê nos seus primeiros meses (quem sabe, anos!) é mil vezes melhor. Toda mulher deveria ter o direito de estar presente integralmente na primeira infância do filho, o mundo inteiro ganharia com essa decisão – quem sabe, assim, não tivéssemos menos violência e mais amor entre as pessoas? Ideal seria achar o meio-termo,  que no meu caso seria um bom emprego de meio-expediente… Ah, sobre meu retorno ao mercado de trabalho deixarei para pensar nisso depois,  nem mesmo sei mais se quero voltar a viver como antes. E devo agradecer a essa reviravolta de pensamentos à Beatriz, por me fazer dar valor às pequenas coisas da vida, àqueles detalhes que nos fazem grandes…

PS: Como já escrevi sobre essa decisão de parar de trabalhar aqui no blog! E percebi que parei de reclamar quando engravidei novamente. É a Beatriz mudando, ou melhor, ampliando meus horizontes…

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Carreta Sempre Livre

Recebi um convite para conhecer a carreta Sempre Livre que está em Recife, oportunidade em que várias blogueiras estariam reunidas, mas infelizmente não pude ir. Pra variar, sábado de manhã com minha bebezinha, estava toda enrolada… Mas deixo a dica para quem puder ir: a carreta estará na Praça do Carmo até o dia 22 de agosto com várias atrações para a mulherada.

Semprelivre_convite_Recife

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Nós estávamos sentadas almoçando, quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em ‘começar uma família’. ‘Nós estamos fazendo uma pesquisa’, ela diz, meio de brincadeira. ‘Você acha que eu deveria ter um bebê?’

‘Vai mudar a sua vida,’ eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.

‘Eu sei,’ ela diz, ‘nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas.. .’

Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.

Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar: ‘E se tivesse sido o MEU filho?’ Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.

Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzi-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de ‘Mãe!’ fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.

Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.

Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald’s se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.

Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.

Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida — não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.

Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra.

O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.

Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados. Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.

Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer. O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.

‘Você jamais se arrependerá’, digo finalmente.

Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados. Este presente abençoado de Deus… que é ser Mãe.’

(autoria desconhecida)

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Grávida, saudável e em boa forma: é possível? Recebi uma dica da Samantha sobre o livro Grávida em Boa Forma, de autoria da Angélica Banhara, diretora da revista Boa Forma, e resolvi escrever sobre esse tema no blog. Nunca fui uma pessoa apaixonada por esportes ou viciada em salão de beleza, muito menos louca por dietas, mas me sentir bem era uma das preocupações que tinha antes de engravidar novamente.

Na minha primeira gravidez eu consegui engordar apenas 11 kg e, como eu já era bem magrinha, o “excesso” que não consegui eliminar depois não incomodava tanto. Agora, na gravidez da Bia, eu já parti de um peso limite do meu ideal e tenho receio de perder o controle – sem falar naquela história do metabolismo mais lento depois de uma certa idade, nem tenho como comparar uma gravidez aos 21 anos e outra, aos 32! Nos primeiros meses eu enjoei demais e acabei não engordando quase nada. Apenas a partir do quarto mês, quando a fome chegou com força total, comecei a ganhar peso de verdade. Gravidez e magreza não combinam, dieta apenas se for calórica e para o bem do bebê! Sou muito enjoada com a alimentação, reconheço, e preciso sempre me policiar para comer alimentos saudáveis e nutritivos. Além disso, quais são os melhores exercícios para o bem-estar da gestante? Hidroginástica, yoga, alongamento… E depois, como fazer para voltar ao peso anterior sem muito stress? Como lidar com esses “dilemas” femininos?

Bem, eu fazia natação quando soube que estava grávida e mudei para hidroginástica. Amo, é ótimo, sinto-me bem, as costas param de doer, as pernas parecem pesar menos, fico relaxada e estou me preparando para o parto normal (esse assunto merece um post específico!). Não tenho disposição para caminhar por muito tempo – já era meio preguiçosa, agora então… E sei que a amamentação, além de todos os benefícios para o bebê, vínculo mãe-filho etc. emagrece bastante. Acho que amamentar exclusivamente com o leite materno, cuidar de uma casa, de um recém-nascido e de outra criança com 10 anos deve ser uma boa maratona para perder os quilinhos extras da gravidez!

Além da boa forma física, tem todas as outras proibições que a gestante escuta… Isso para não entrar na seara das crendices populares, senão a mulher pira de vez! O que escutei que não devo fazer e estou seguindo a risca: Não pode pintar o cabelo: estou linda bicolor, mas sei que faz parte dessa fase e é momentâneo. Não pretendo arriscar nem mesmo com as tintas “inofensivas”. Não pode depilar com cera: essa foi novidade, só soube depois de grávida. Como é um processo dolorido, pode causar contrações. Na dúvida, fiz as pazes com a amiga Gillette. Não pode usar qualquer creme na pele: ácido? Esqueça-o! Rugas e manchinhas vão aparecer, depois a mulher pensa em como cuidar delas. Ah, não pode vacilar sob o sol, usar sempre protetor solar. Além disso, tem que cuidar com muito carinho da pele para não ter estrias… Essas são apenas algumas restrições que lembrei, com certeza têm outras!!! Tudo vale a pena: eu fico gordinha, peluda, com os cabelos descoloridos (e alguns brancos) à mostra porque gerar uma vida é maravilhoso. É um momento único na vida da mulher. Sei que não devemos nos descuidar, só não podemos ser grávidas neuróticas ou por em risco a saúde do bebê.

Você tem alguma dica de como viver essa fase de maneira saudável e feliz, bem como ter uma rápida recuperação pós-parto? Por favor, que não seja nenhuma outra proibição, ok?

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