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Archive for the ‘Família’ Category

Tanto tempo sem escrever sobre a minha duplinha! Gui está um rapaz amigo, com 12 anos, aficcionado por tudo relacionado a Lego e a Star Wars (assunto da vez), ainda naquela alternância de momentos de doçura e momentos de mau-humor – Deus, dai-me paciência! Só quer conversar em inglês conosco, tornando-se mais seguro no uso do idioma. Passou a reclamar com constânica dos passeios em família, principalmente se for aniversário infantil, o que me aborrece demais… Tem lido menos do que eu gostaria, porém entendo que sua rotina diária é bem puxada. Atualmente está lendo Prova de fogo, Pedro Bandeira, e terminou a leitura de Infância roubada, Telma Guimarães, para um trabalho da escola. Aos poucos vou me adaptando a essa nova fase, aprendendo junto com ele e a cada dia me espantando com o quanto as crianças crescem rápido. Pisquei os olhos e tenho um rapaz falante, super curioso, esperto e questionador ao meu lado!

Bia está com 1 ano e 10 meses, uma graça, tímida e desconfiada com estranhos, ao mesmo tempo, uma figurinha. É meu chiclete, carinhosa, tudo dá beijo, tudo é a mamãe (amo isso, nem preciso dizer!). Adora bolsas, óculos, colares, uma peruinha. Adaptou-se à escola, amém! Não pode ver um papel, passa um bom tempo desenhando ou brincando de massinha. Curte cuidar das suas bonecas, colocar pra dormir, pentear, uma mini mamãe! Descobriu-se uma foliã no Carnaval, ou seja, herdou toda a carga genética da dança da família – por aqui, ninguém gosta de Carnaval, no entanto, a pequena queria seguir os blocos em Recife Antigo e não parava de dançar com o frevo! Fala pouco, entende tudo e apronta que é uma beleza, não posso bobear que ela está subindo onde não deve ou comendo pedra, na melhor das hipóteses. Ama água e começou nas aulas de natação. Só quer fazer as refeições sozinha. É bem bagunceira, ligada no 220V, o que não a impede de adorar contemplar a chuva caindo na janela do seu quarto. Cada dia é uma descoberta, para ela e para mim!

Fico feliz com o desenvolvimento dos meus filhos, com suas conquistas, tropeços e alegrias. Infelizmente não consigo registrar no blog com a mesma velocidade que tudo acontece.

PS: Eu estou bem, obrigada, com a cabeça no aniversário da pequena, mil ideias, pra variar, vontade de fazer tudo ao mesmo tempo! Uma gripe absurda derrubou a casa inteira um pouco antes do Carnaval e até eu, depois de anos, entrei no antibiótico. Viajamos para João Pessoa ainda em fevereiro, só não foi 100% porque a Bia estava gripada… Esse período virótico foi punk, mas passou! Voltei à academia com afinco e estou contente por ter algumas horinhas só para mim. E termino com uma fotinho da minha Carmem Miranda no frevo:

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Há doze anos atrás eu não pestanejei quando precisei voltar ao trabalho e escolhi colocar o Guilherme, então com apenas quatro meses, numa creche. A mulher segura, independente e dona do seu nariz acreditava que sabia o que era melhor para o seu filho. As pesquisas não confirmavam que as crianças criadas em creche eram mais sociáveis e até super inteligentes? Por que eu deveria me questionar se essa decisão era ou não acertada? Afinal, também precisava trabalhar, e muito, num regime de “escravidão”, com horas-extras e às vezes até aos sábados (sem contar o MBA, os cursos de extensão, tudo que tomava um tempo que seria do meu filho). Mesmo que muitas vezes eu saísse da creche aos prantos ao deixar meu bebê ainda dormindo, que me corroesse de raiva porque o Gui ficava chamando a tia Bá até nos finais-de-semana ou que ele emendasse uma virose em outra, só trocando o nome do antibiótico, não, essa foi a minha sábia opção: creche integral, mãe ausente e muito produtiva, bem remunerada, trabalhando na empresa que sempre sonhou, feliz, mas emocionalmente aos pedaços.

E por que essa historinha? Porque chegou a vez da Beatriz, com quase dois anos, ir para a escola. Cedo? Tarde? Sinto que é a hora dela. Dessa vez, vivo um momento completamente diferente. Sou apenas mãe, num longo período sabático por opção ao lado das minhas crias. E aquela menina de nariz em pé que tinha como prioridade crescer na empresa, ter uma carreira acima de tudo, hoje se vê dependente de uma pequerrucha e questiona se é ou não a hora de ela ficar longe de mim por tanto tempo (quatro horas!). Mudei? Sim, demais. Ah, as pesquisas também, agora afirmam que crianças que vão pra creche precocemente são mais estressadas e com problemas emocionais do que aquelas que vivem a primeira infância ao lado da mãe. Sério mesmo? Só para eu me culpar mais ainda… Se errei com o Gui foi acreditando que era o melhor para ele, para mim, para nossa família, para a realização de outros sonhos. Hoje ele é um adolescente inteligente, feliz, seguro e muito criativo – mas também super ansioso, estressa-se com facilidade e tem dificuldades em perder…

O início do ano tem sido marcado por essa nova mudança na dinâmica da minha família, a escolha da escola ideal, comprar o material, o uniforme, pensar em como será a nossa adaptação. Porque a adaptação será mais da mãe do que da bebê! Desde que a Bia nasceu vivemos em “simbiose” total, o pai vai trabalhar, o mano passa o dia todo fora, somos só nós duas grudadas, em casa, no parquinho, inventando brincadeiras e diversões. Mesmo sabendo que preciso de um tempo para resolver minhas coisas e voltar a pensar em mim, não sei como será ao fechar a porta do apartamento e não encontrar a Bia, que estará feliz e faceira na escola. Com certeza ela vai se adaptar fácil, é uma espoleta que precisa desse momento, do espaço para brincar, das outras crianças para interagir… Talvez a mãe aqui, que inúmeras vezes reclama do cansaço de cuidar exclusivamente das crianças sem ajuda de ninguém, vai precisar se adaptar a ser ela mesma, modificada, com outras certezas. E aí, sim, retomar o curso da minha carreira, com outros olhos, vivenciando plenamente o papel de mãe que a natureza me confiou e que lá atrás eu não pude valorizar como deveria, sendo adepta da frase: sou uma mãe de qualidade e não de quantidade. Será que estou preparada para essa mudança? Será que meus filhos entenderão minhas escolhas tão diferentes? Ambas tiveram um único intuito: ajudá-los a crescer como pessoas seguras, independentes, felizes. E, claro, muito amadas.

PS: Está rolando uma blogagem coletiva sobre Mulher e Mercado de Trabalho bem interessante, promovido pelo What mommy needs, confiram!

PS2: Com a pequena na escola, terei mais “tempo” para voltar a atualizar o blog como antes… Mesmo que seja para escrever sobre ela e o irmão!

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Recebi esse texto na reunião bimestral do colégio do Guilherme e gostaria de compartilhá-lo com os pais amigos.

A difícil arte de dizer não aos filhos

(Do livro “Repositório de Sabedoria” vol I, Educação)

Você costuma dizer “não” aos seus filhos? Considera fácil negar alguma coisa a essas criaturinhas encantadoras e de rostos angelicais que pedem com tanta doçura? Uma conhecida educadora do nosso País alerta que não é fácil dizer não aos filhos, principalmente quando temos os recursos para atendê-los. Afinal, nos perguntamos, o que representa um carrinho a mais, um brinquedo novo se temos dinheiro necessário para comprar o que querem? Por que não satisfazê-los? Se podemos sair de casa escondidos para evitar que chorem, por que provocar lágrimas? Se lhe dá tanto prazer comer todos os bombons da caixa, por que fazê-lo pensar nos outros? E, além do mais, é tão fácil e mais agradável sermos “bonzinhos”…

O problema é que ser pai é muito mais que apenas ser “bonzinho” com os filhos. Ser pai é ter uma função e responsabilidade sociais perante os filhos e perante a sociedade em que vivemos. Portanto, quando decidimos negar um carrinho a um filho, mesmo podendo comprar, ou sofrendo por lhe dizer “não”, porque ele já tem outros dez ou vinte, estamos ensinando-o que existe um limite para o ter. Estamos, indirectamente, valorizando o ser. Mas quando atendemos a todos os pedidos, estamos dando lições de dominação, colaborando para que a criança aprenda, com nosso próprio exemplo, o que queremos que ela seja na vida: uma pessoa que não aceita limites e que não respeita o outro enquanto indivíduo.

Temos que convir que, para ter tudo na vida, quando adulto, ele fatalmente terá que ser extremamente competitivo e provavelmente com muita “flexibilidade” ética, para não dizer desonesto. Caso contrário, como conseguir tudo? Como aceitar qualquer derrota, qualquer “não” se nunca lhe fizeram crer que isso é possível e até normal? Não se defende a ideia de que se crie um ser acomodado sem ambições e derrotista. De forma alguma. É o equilíbrio que precisa existir: o reconhecimento realista de que, na vida às vezes se ganha, e, em outras, se perde. Para fazer com que um indivíduo seja um lutador, um ganhador, é preciso que desde logo ele aprenda a lutar pelo que deseja sim, mas com suas próprias armas e recursos, e não fazendo-o acreditar que alguém lhe dará tudo, sempre, e de “mão beijada”.

Satisfazer as necessidades dos filhos é uma obrigação dos pais, mas é preciso distinguir claramente o que são necessidades do que é apenas consumismo caprichoso. Estabelecer limites para os filhos, é necessário e saudável. Nunca se ouviu falar que crianças tenham adoecido porque lhes foi negado um brinquedo novo ou outra coisa qualquer. Mas já se teve notícias de pequenos delinquentes que se tornaram agressivos quando ouviram o primeiro não, fora de casa. Por essa razão, se você ama seu filho, vale a pena pensar na importância de aprender a difícil arte de dizer não. Vale a pena pensar na importância de educar e preparar os filhos para enfrentar tempos difíceis, mesmo que eles nunca cheguem.

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O esforço pela educação não pode ser desconsiderado. Todos temos responsabilidades no contexto da vida, nas realizações humanas, nas atividades sociais, membros que somos da família universal.

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Li esse texto no blog Manual de filhos e gostaria de compartilhá-lo com vocês. Infelizmente vejo muitas ações do Guilherme nestas linhas, aos poucos vamos melhorando, com firmeza e paciência – e já sei como não errar com a Beatriz!  Com 11 anos o Gui já adquiriu certos hábitos necessários para sua autonomia, porém, continua super dependente em outros pontos. Criar filhos responsáveis, com iniciativa, demanda esforço e mudança de pensamentos. Nossos filhos não são reizinhos que mandam e desmandam, são aqueles que promoverão a mudança tão necessária no nosso planeta. E se ao menos eles não souberem cuidar do seu pequeno mundinho…

“O menino lá em casa não faz a sua cama de manhã. Não prepara sozinho a roupa para vestir no dia seguinte e nem mochila. Não arruma os seus brinquedos e nem o seu quarto. Não tem uma rotina de horários e de atividades para cumprir conforme sua idade. A mãe tem um gosto todo material em realizar por ele essas tarefas e o pai não vê nenhum problema nisso, pois o acha muito pequeno para tarefas. Há anos que isto se passa assim, o que produz um estilo de vida.

E, depois, o pai vai levar o menino à escola, mesmo que, indo a pé, ele demorasse apenas dez ou quinze minutos. É que tem a chuva, e os atrasos, e o peso da mochila, e o perigo de atravessar a rua… E, se for na grande cidade, os assaltos… Uma vez roubaram um relógio do primo dele. Há anos que isto se passa assim, o que produz um estilo de vida.

E, depois, o menino, além de não tratar das suas coisas, também não é envolvido nas tarefas comuns da casa. Porque se puser a mesa, é certeza que quebre pelo menos um copo. Porque não é de grande ajuda, se for preciso pregar um quadro na parede. Porque se sujaria se ajudasse na pintura da sala; e seria preciso, além do mais, tomar conta dele. Melhor os adultos fazerem ou a empregada. Porque tudo está muito frio para ser ele quem vai despejar o saco do lixo lá fora, no container ou muito cedo ou muito tarde para ir sozinho à padaria… Há anos que isso se passa assim, o que produz um estilo de vida.

Hoje em dia não mexe um dedo nem sequer para colocar a cadeira no lugar. Consome as coisas que aparecem feitas, e é capaz de resmungar se não arrumaram bem suas roupas, ou se o jantar atrasou.

Entretanto, chega uma altura em que os pais ficam alarmados. Assustamo-nos quando as coisas chegam a certo ponto, quando percebemos suas atitudes. Parece para nós, que ele está ficando muito infantil, sem iniciativa e acomodado, pouco maduro para a idade. Ficamos em pânico quando o menino tem uma queda grande no rendimento escolar. Insistimos então para que ele estude, para que seja responsável na sua vida escolar…

Mas acontece que a responsabilidade não nasce senão depois de se ter cultivado cuidadosamente, demoradamente, a semente da responsabilidade. Passamos anos a fomentar no menino um estilo de vida sem compromisso e, agora, de repente, exigimos-lhe que seja responsável? Passamos anos a paparicá-lo, e agora queremos que seja maduro? Para ele ser maduro, teria sido necessário que tivesse vivido: que tivesse passado experiências diversas, que tivesse enfrentado obstáculos, que tivesse feito coisas sozinho, que tivesse errado e emendado depois os erros, que tivesse se aperfeiçoado à custa de esforço pessoal. E nós temos feito tudo para lhe evitar esses obstáculos, essas experiências e esse esforço.

É claro que, quando à altura em que precisa mesmo estudar, porque as matérias se tornaram mais difíceis, ele não capaz de fazê-lo. Pois é natural que-não tendo sido habituado ao esforço de fazer a cama, de ir a pé para a escola, de pôr a mesa, de arrumar suas coisas, de comprar pão, de fazer seu café, de cumprir horários e fazer tarefas ao menos uma vez… – não seja capaz do esforço de estudar, que é maior que os outros.

É enganoso levar o menino ao psicólogo. É enganoso pensarmos que o problema está em não saber estudar, em desconhecer as técnicas de estudo. O problema dele é… Como o educamos. Exatamente. Se quisermos mudá-lo, primeiro teremos que mudar a nós próprios e as nossas ações… Seremos capazes de mudar?

O que temos exigido de nossos filhos? Qual estilo de vida produzimos em nossos lares?

(Professor e psicólogo Paulo Geraldo)

“O menino lá em casa não faz a sua cama de manhã. Não prepara sozinho a roupa para vestir no dia seguinte e nem mochila. Não arruma os seus brinquedos e nem o seu quarto. Não tem uma rotina de horários e de atividades para cumprir conforme sua idade. A mãe tem um gosto todo material em realizar por ele essas tarefas e o pai não vê nenhum problema nisso, pois o acha muito pequeno para tarefas. Há anos que isto se passa assim, o que produz um estilo de vida.

E, depois, o pai vai levar o menino à escola, mesmo que, indo a pé, ele demorasse apenas dez ou quinze minutos. É que tem a chuva, e os atrasos, e o peso da mochila, e o perigo de atravessar a rua… E, se for na grande cidade, os assaltos… Uma vez roubaram um relógio do primo dele. Há anos que isto se passa assim, o que produz um estilo de vida.
E, depois, o menino, além de não tratar das suas coisas, também não é envolvido nas tarefas comuns da casa. Porque se puser a mesa, é certeza que quebre pelo menos um copo. Porque não é de grande ajuda, se for preciso pregar um quadro na parede. Porque se sujaria se ajudasse na pintura da sala; e seria preciso, além do mais, tomar conta dele. Melhor os adultos fazerem ou a empregada. Porque tudo está muito frio para ser ele quem vai despejar o saco do lixo lá fora, no container ou muito cedo ou muito tarde para ir sozinho à padaria… Há anos que isso se passa assim, o que produz um estilo de vida.

Hoje em dia não mexe um dedo nem sequer para colocar a cadeira no lugar. Consome as coisas que aparecem feitas, e é capaz de resmungar se não arrumaram bem suas roupas, ou se o jantar atrasou.
Entretanto, chega uma altura em que os pais ficam alarmados. Assustamo-nos quando as coisas chegam a certo ponto, quando percebemos suas atitudes. Parece para nós, que ele está ficando muito infantil, sem iniciativa e acomodado, pouco maduro para a idade. Ficamos em pânico quando o menino tem uma queda grande no rendimento escolar. Insistimos então para que ele estude, para que seja responsável na sua vida escolar…
Mas acontece que a responsabilidade não nasce senão depois de se ter cultivado cuidadosamente, demoradamente, a semente da responsabilidade. Passamos anos a fomentar no menino um estilo de vida sem compromisso e, agora, de repente, exigimos-lhe que seja responsável? Passamos anos a paparicá-lo, e agora queremos que seja maduro? Para ele ser maduro, teria sido necessário que tivesse vivido: que tivesse passado experiências diversas, que tivesse enfrentado obstáculos, que tivesse feito coisas sozinho, que tivesse errado e emendado depois os erros, que tivesse se aperfeiçoado à custa de esforço pessoal. E nós temos feito tudo para lhe evitar esses obstáculos, essas experiências e esse esforço.
É claro que, quando à altura em que precisa mesmo estudar, porque as matérias se tornaram mais difíceis, ele não capaz de fazê-lo. Pois é natural que-não tendo sido habituado ao esforço de fazer a cama, de ir a pé para a escola, de pôr a mesa, de arrumar suas coisas, de comprar pão, de fazer seu café, de cumprir horários e fazer tarefas ao menos uma vez… – não seja capaz do esforço de estudar, que é maior que os outros.
É enganoso levar o menino ao psicólogo. É enganoso pensarmos que o problema está em não saber estudar, em desconhecer as técnicas de estudo. O problema dele é… Como o educamos. Exatamente. Se quisermos mudá-lo, primeiro teremos que mudar a nós próprios e as nossas ações… Seremos capazes de mudar?

O que temos exigido de nossos filhos? Qual estilo de vida produzimos em nossos lares?

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Preciso tanto aprender a viver o presente… E mesmo tendo dois grandes professores em casa,  teimo em me angustiar com a vida que passou, com os passos que trilhei e se perderam nas escolhas que fiz, em pensar em como eu seria se há quatro anos atrás  não tivesse embarcado nessa aventura exclusiva de viver em (e para a) família. Logo bate a ansiedade ao pensar que já estou com 34 anos e  preciso replanejar o meu futuro. Sim, porque as certezas do que me faziam feliz também mudaram, hoje meus desejos e objetivos de vida são outros. A hora da Bia começar na escolinha está chegando, Gui começa a ganhar sua independência (limitada, claro!) e eu? Voltarei a ter um tempo para me dedicar ao meu lado profissional novamente (no meu caso,  num primeiro momento, estudar), praticar atividade física com regularidade, desempenhar outros papéis que tanto me agradam. Nesse dilema passado x futuro, olho ao meu redor e preciso lembrar de agradecer a Deus pelo presente verdadeiro que vivo ao lado de tesouros que iluminam meus dias, mesmo muitas vezes eu me sentindo perdida de “mim” – sempre me encontro nos abraços que recebo daqueles que me aceitaram como mãe. Pois é, vivo  um presente de dúvidas e de questionamentos… mas sem deixar de ter fé!

Viver o presente

(Redação do Momento Espírita com base em trecho do artigo Filhos, o melhor é tê-los, de Isabela Fortes, para a Revista Prana Yoga Jornal, junho 2008 e no cap. 6, versículo 34 do Evangelho de Mateus. Em 20.10.2008)

Quer aprender a viver no presente? Então tenha filhos. Observar um bebê e a sua relação com o tempo é simplesmente divino, afirma a escritora e professora de yoga, Isabela Fortes. Nessa observação da vida infantil, através da lupa da sensibilidade, ela afirma que, para o bebê, o passado e o futuro não existem, apenas o agora. Em variações de pequenos segundos, ele tenta nos comunicar o que precisa, no momento em que precisa: fome, sono, dor, fraldas – tudo só existe no agora. Também as crianças maiores, na primeira infância, levam algum tempo para conseguir entender o tal do tempo. Ontem, amanhã, daqui a dois dias ou dois anos, para elas é tudo igual e incompreensível. Essa questão nos leva a experiências curiosas, como por exemplo, a do casal que adotou uma forma peculiar de conseguir explicar o tempo para sua filha de 5 anos. Quando queriam dizer que faltavam 2 dias para ela viajar, ou para começar as aulas, afirmavam: Você terá que dormir e acordar, e depois dormir e acordar novamente, aí chega o dia.

*   *   *

Dessa característica especial dos pequenos, podemos aprender que o foco, no tempo presente, é fundamental para ter uma vida equilibrada. Gastamos energias em demasia quando presos excessivamente ao passado, às lembranças. Da mesma forma que nos desgastamos muito com a tal da preocupação, isto é, uma ocupação prévia com algo que ainda não aconteceu, e pode nem vir a acontecer. Foi assim que conhecemos a temida e tão analisada ansiedade que, nos dias de hoje, nos traz problemas e mais problemas existenciais. Quando nos focamos no presente, vivendo um dia de cada vez, como se diz popularmente, aproveitamos o tempo com muito mais eficiência e menos desgaste. Fazemos cada tarefa pensando nesta tarefa, e não naquilo que deixamos de fazer ou naquilo que faremos amanhã ou depois. Quando estamos com alguém que amamos, com a família, por exemplo, estejamos lá por inteiro, e não metade ali, aproveitando, e outra metade voando com o pensamento para longe. Alguns de nós chegamos a fazer uma espécie de autoterrorismo, cultivando pensamentos como: Pena que esses momentos não duram! Como viverei quando tudo isso acabar? São sofrimentos voluntários, desnecessários, que impomos aos nossos dias, por não nos darmos chance de viver o presente, e dele extrair tudo de bom que está nos ofertando. Viver o presente não significa, porém, viver sem planos, sem objetivos. Nem desconsiderar o passado, sem tê-lo como referencial importante – de forma alguma! Viver o presente é dar o devido peso a cada um desses tempos, aprendendo com o passado, vislumbrando o futuro, mas trabalhando no presente, e apenas no presente. É fundamental lembrar do ensino do Cristo, quando, ao perceber as inquietações de nossa alma, quanto aos dias vindouros, afirmou: Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, pois o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.

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Se eu imaginava que ter um bebê recém-nascido em casa fosse muito trabalhoso, minha opinião mudou depois que a Bia completou 1 ano porque aí sim que o trabalho aumenta de verdade!!! A fotografia da minha sapeca sorridente ao lado comprova  o que digo. Beatriz está com 1 ano e 4 meses e literalmente não para. Antes eu ainda conseguia ficar sentada ao lado dela vendo-a brincar e lendo ou no computador, agora isso é impossível. Ela quer atenção total, quer subir no sofá, tocar flauta, pular, tudo ao mesmo tempo. Não posso piscar que ela apronta. No fim do dia eu estou um bagaço de tão cansada. Sem contar que ela resolveu passar a acordar de madrugada me chamando, sem maiores explicações… Minha pequena é uma espoleta, arteira, muito sapeca. Dizem que os prematuros são mais levados, será verdade ou mais uma crendice? Como esse post é momento corujice de mãe, vou aproveitar para atualizar o desenvolvimento da Beatriz:

  • Anda e corre como um furacão. Se estiver aprontando, aí que aumenta a velocidade mesmo e tenta se esconder da gente.
  • Está super agarrada com o nano (Gui), passa o tempo inteiro atrás dele, querendo brincar junto com Legos e aviões.
  • Interage sem timidez com as outras crianças e não pode ver um bebezinho que quer fazer carinho, ela pensa que é boneca!
  • Fascinada por animais, encontrar com um cachorro ou um gato a deixa felicíssima.
  • Agora, além de mexer em tudo que é proibido, de colocar porcarias na boca, também aprendeu a subir nas poltronas da sala. Seus desafios atuais são aprender a escalar a estante da televisão e subir na minha cama (que é mais alta).
  • Fala pouco, continua monossilábica e no bebenês. Percebo que quando ela fala algo entendível, ela para, pensa e fala, mas depois não quer repetir. Foi assim ontem, enquanto assistia a um desenho e os personagens falavam a palavra “grande” várias vezes, ela repetiu direitinho: gande. Fiquei toda feliz, daí ela começou a bater palminhas (marca atual de quando consegue fazer algo que a agrada, começa a se aplaudir, rs). Hoje, desligamos a TV para a soneca matinal e eu falei para ela dar tchau pro Sid, no que ela repetiu: tau, Sid. Ficou com aquela carinha feliz, mas quando eu disse pra falar de novo, nada saiu.  Palavras entendíveis ditas com frequência: nanãe (eu), tatai (papai), nano (mano), atum (avião), bola, atinho (gatinho) e angu (triângulo).
  • Brincadeiras prediletas: se esconder embaixo do edredom, correr, “preparar” chazinho para mim, correr, jogar bola, correr, empilhar objetos, correr mais… Também gosta de brincar com meus potes de plástico do armário da cozinha e arrastar o carrinho de boneca pela casa. É muito carinhosa com suas bonecas, uma graça!
  • Mexe nas gavetas da cômoda e sai pela casa com lençol na cabeça, uma fantasminha! Também adora bagunçar o meu armário tirando tudo do lugar.
  • Aprendeu a fazer malcriação… Isso acontece principalmente dentro do carro, ela não suporta ficar presa na cadeirinha.

O tempo está passando muito rápido… Como não posso congelá-lo, fico imensamente feliz em ver minha bebê se desenvolver e crescer feliz. Dá um super trabalho cuidar dela, cuidar da sua alimentação, levá-la para brincar no parquinho todo dia mesmo quando eu mal me aguento em pé, mas vale cada minuto. Seu sorriso ilumina a casa! Aliás, não sou babona só pela caçula, não, o Gui também é um pequeno rapaz muito amado, assunto para outro post… Termino com uns vídeos recentes da minha linda espoletinha.

Bia e sua paixão pela Angelina Ballerina:


Bia mandando beijinhos (ignorem minha voz de taquara rachada…):

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Voltando aos pouquinhos… Confesso que além da falta de tempo para escrever por aqui, ando sem paciência mesmo. Mas como não pretendo abandonar o blog por completo, vou registrar os acontecimentos do mês de julho. Férias, família em casa, viagens, foi movimentado. Embarquei em duas viagens com apenas dois dias de diferença entre elas: fomos para Salvador, a família toda, fiz um pit stop em casa para desarrumar e arrumar novas malas, seguindo para o Rio de Janeiro, dessa vez apenas com as crianças. Cansativo? Um bocado, mas eu precisava sair da rotina de verdade. O início das férias foi complicado para a Beatriz, que estranhou dormir fora de casa, em uma cama diferente, ligada no 220 e querendo brincar o tempo todo! Infelizmente não consegui seguir todos os seus horários (férias, afinal!), o que a deixou um pouco estressada. Ah, claro, também nasceram quatro pré-molares nesse período, mais um motivo para ela ficar irritada.

Em Salvador, passei uma semana na casa da Emília, uma grande amiga que tem dois filhos lindos, meus sobrinhos-postiços que cresceram junto do Gui. Os passeios foram os básicos de turista: Pelourinho, Mercado Modelo, Igreja do Bonfim, Farol da Barra, Projeto TAMAR… Conheci o Solar do Unhão, Sorveteria da Ribeira, Dique Tororó… Praia? Como o tempo não estava lá essas coisas, só aproveitei a praia de Guarajuba (maravilhosa) e a do Forte. Fomos em Imbassaí debaixo de chuva! Comemorei meu aniversário na Bahia com uma festinha surpresa, entrando num novo ciclo ao lado de pessoas queridas. Bia brincou bastante e passou a fazer escândalos quando contrariada ou “presa” no carro – pegamos um engarrafamento de 3 horas no trajeto Salvador – Lauro de Freitas que a fez chorar como nunca vi, quase surtei junto com ela! Arteira, não podia dar mole porque subia na escada sozinha ou, se a porta da casa estivesse aberta, saía pelas ruas do condomínio. Estava se achando “a grande” no meio de crianças de 10 a 13 anos, participou de guerra de travesseiros com seu Soninho em punho, enfim, foi uma experiência bem diferente para ela.

A viagem para o Rio de Janeiro também foi especial, mesmo sem a companhia do meu maridão. Passar uma semana curtindo o dia-a-dia com a minha irmã e minha afilhada foi bem legal, elas estavam de férias e as crianças brincaram o tanto que eu gostaria que elas brincassem sempre, caso morássemos perto. Foi especial também porque foi a primeira vez da Bia na minha cidade maravilhosa, conhecendo a casa dos avós e sendo mimada por toda a família. Fizemos alguns passeios dos quais eu estava morrendo de saudades, como um domingo na Lagoa, almoço no Gula Gula, rever meu prédio em Botafogo… Bia também se esbaldou na área infantil do Via Parque (não tem nenhum parquinho em shopping parecido com esse aqui em Recife)  e fez sua estreia no teatrinho assistindo ao Casamento da Dona Baratinha no Barra World. Pra completar, ainda pudemos comemorar o aniversário do meu irmão juntinhos, maravilha!

A volta foi de ajustes: aulas do Guilherme, readaptação da Beatriz (que dormiu 4 horas seguidas durante o dia quando chegamos em casa, coisa rara!) e muita, muita coisa para arrumar. Trouxe na mala, além de diversas fotos e boas recordações, uma saudade enorme do meu amor, da minha vida em Recife, da minha casa e… daquela rotina da qual eu queria fugir! É, sou um bicho estranho, super caseira! Por isso não abandono essa minha casa virtual e volto aos poucos, nem que seja para falar apenas dos meus pequenos. Porque eu continuo uma mãe exageradamente coruja, como as fotos podem comprovar.

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