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Archive for the ‘Mensagem’ Category

Texto verdadeiro e muito bem redigido por algumas mães do grupo Futuro do Presente. Faço minha pequena parte ao compartilhá-los com vocês e peço que também o divulguem aos seus contatos. Afinal, quem não deseja um mundo melhor para nossos filhos?

 

Que futuro terão nossos filhos?

Aproveitamos o sentimento de indignação e tristeza que nos abalou nos últimos dias para convoca-los para uma mobilização pelo futuro das nossas crianças. A tragédia absurda ocorrida na escola em Realengo (Rio de Janeiro) é resultado de uma estrutura complexa que tem regido nossa vida em sociedade. O problema vai muito além de um sujeito qualquer decidir invadir uma escola e atirar em crianças. Armas não nascem em árvores.

A coisa está feia: choramos por essas crianças, mas não podemos nos deixar abater pelo medo, nem nos submeter aos valores deturpados que têm regido nossa sociedade propiciando esse tipo de crime. Não vamos apenas chorar e reclamar: vamos assumir nossa responsabilidade, refletir, trocar ideias e compartilhar planos de ação por um futuro melhor. Então, mães e pais, como realizar uma revolução que seja capaz de mudar esses valores sociais inadequados?

Vamos agir, fazer barulho, promover mudanças! Acreditamos na mudança a longo prazo. Precisamos começar a investir nas novas gerações: a esperança está na infância. Vamos fazer nossa parte: ensinar nossos filhos pra que façam a deles.

Se desejamos alcançar uma paz real no mundo,

temos de começar pelas crianças. Gandhi

O que estamos fazendo com a infância de nossas crianças?

Com frequência pais e mães passam o dia longe dos filhos porque precisam trabalhar para manter a dinâmica do consumo desenfreado. Terceirizam os cuidados e a educação deles a pessoas cujos valores pessoais pensam conhecer e que não são os valores familiares. Acabamos dedicando pouco tempo de qualidade, quando eles mais precisam da convivência familiar. Assim, como é possível orientar, entender, detectar e reverter tanta influência externa a que estão expostos na nossa longa ausência? Estamos educando ou estamos nos enganando?

O que vemos hoje são crianças massacradas e hiperestimuladas a serem adultos competitivos desde a pré-escola. Estão constantemente expostos à padronização, competição, preconceito, discriminação, humilhação, bullying, violência, erotização precoce, consumo desenfreado, culto ao corpo, etc.

O estímulo ao consumo desenfreado é uma das maiores causas da insatisfação compulsiva de nossa sociedade e de tantos casos de depressão e episódios de violência. Daí o desejo de consumo ser a maior causa de crime entre jovens. O ter superou o ser. Isso porque a aparência é mais importante do que o caráter. Precisamos ensinar nossos filhos que a felicidade não está no que possuímos, mas no que somos. Afinal, somos o exemplo e eles repetem tudo o que fazemos e o modo como nos comportamos. E o que ensinamos a nossos filhos sobre o consumo? Como nos comportamos como consumidores? Onde levamos nossos filhos para passear com mais frequência? Em shoppings?

Quanto tempo nossos filhos passam na frente da TV? 10 desenhos por dia são 5 horas em frente à TV sentados, sem se movimentar, sem se exercitar, sendo bombardeados por mensagens nem sempre educativas e por publicidade mentirosa que incentiva o consumo desde cedo, inclusive de alimentos nada saudáveis. Mais tempo do que passam na escola ou mesmo conosco que somos seus pais!

Porque os brinquedos voltados para os meninos são geralmente incentivadores do comportamento violento como armas, guerras, monstros, luta? A masculinidade devia ser representada pela violência? Será que isso não contribui para a banalização da violência desde a infância? Quando o atirador entrou na escola com armas em punho, as crianças acharam que ele estava brincando.

Nós cidadãos precisamos apoiar ações em que acreditamos e cobrar do Estado sua implementação, como o controle de armas, segurança nas escolas, mudança na legislação penal, etc. Mas acima de qualquer coisa precisamos de pessoas melhores. Isso inclui educação formal e apoio emocional desde a infância. É hora de pensar nos filhos que queremos deixar para o mundo, para que eles possam começar a vida fazendo seu melhor. Criança precisa brincar para se desenvolver de forma sadia. É na brincadeira que elas se descobrem como indivíduos e aprendem a se relacionar com o mundo.

Nós pais precisamos dedicar mais tempo de convivência com nossos filhos e estar atentos aos sinais que mostram se estão indo bem ou não. Colocamos os filhos no mundo e somos responsáveis por eles! Eles precisam se sentir amados e amparados. Vamos orientá-los para que eles sejam médicos por amor não por status, que sejam políticos para melhorar a sociedade não por poder, funcionários públicos por competência e não pela estabilidade, juízes justos, advogados e jornalistas comprometidos com a verdade e a ética, enfim!

Precisamos cobrar mais responsabilidade das escolas que precisam se preocupar mais em educar de verdade e para um futuro de paz. Chega de escolas que tratam alunos como clientes.

Não temos mais tempo a perder. Ou todos nós, cedo ou tarde, faremos parte da estatística da violência. Convidamos todos a começar hoje. Sabemos que não é fácil. E alguma coisa nessa vida é? Vamos olhar com mais atenção para nossos filhos, vamos ser pais mais presentes, vamos cobrar mais da sociedade que nos ajude a preparar crianças melhores para um mundo melhor!

Nossa proposta aqui é de união e ação para promover uma verdadeira mudança social. A mudança do medo para o AMOR, do individualismo para a FRATERNIDADE e para a EMPATIA, da violência para a GENTILEZA e a PAZ.

Ana Cláudia Bessa www.futurodopresente.com.br

Cristiane Iannacconi www.ciclicca.blogspot.com

Letícia Dawahri http://sorrisosdaalma.blogspot.com

Monique Futscher www.mimirabolantes.blogspot.com

Renata Matteoni www.rematteoni.wordpress.com

Se você gostou do conteúdo e quer se juntar à nós, publique esta carta agora em seu blog e vamos todos juntos mostrar que queremos uma sociedade melhor e que estamos prontos para o desafio de criar pessoas melhores.

Não tem blog? Mande a carta por e-mail aos amigos, dissemine esta idéia.

Além disso, vamos imprimir e levar para a escola de nossos filhos para conseguir que ela seja distribuída nas agendas  aos outros pais. Vamos agir, vamos movimentar a sociedade. Vamos mostrar a importância que a presença dos pais tem na vida das crianças, futuros cidadãos.

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A experiência mais marcante da minha vida foi o nascimento dos meus filhos, cada um modificou-me de uma maneira diferente. Com o Gui, nasci para a maternidade. Já com a pequena Bia, aprendi que não posso controlar tudo como tanto desejo. Beatriz nasceu com 33 semanas, numa cesárea de emergência, daquelas que às 20 horas descobri que não tinha mais líquido amniótico e à meia-noite entrava no centro cirúrgico, notando a apreensão no rosto dos médicos, a conversa reservada do obstetra com meu marido… Enfim, digo que nesse parto eu não me emocionei e sim fiquei muito, muito tensa, infelizmente. Ninguém se prepara para ver um filho nascer antes da hora. E meu sonho de parto normal? Foi por água abaixo com a delicadeza da resposta: mãe, sua bebê pode não resistir…

Por que estou escrevendo sobre isso agora? Minha bebezinha, que nasceu com 1.890 kg e precisou ficar 11 dias internada para ganhar peso, vai completar 2 anos. Rápido? Demais!!! É clichê, mas o tempo voa mesmo… Hoje ela nem de longe lembra o pequeno cristal frágil que foi, é sapeca, levada, fofa, meu chiclete – e conserva a inquietude e a pressa em viver tudo possível, rs. Por isso, ao ler essa carta de um prematuro no blog Pequenos Guerreiros, não pude deixar de me emocionar.

Deus, obrigada por tudo! Continue olhando por nós e abençoe imensamente os pequeninos que agora estão em UTI neonatal, bem como suas famílias.

Carta de um prematuro a seus pais – tradução de Carta de un prematuro a sus padres – Argentina

A meus pais,

Para todos sou um prematuro porque nasci antes do tempo.

Prematuro, como se fosse algo ruim…

Muitos me olham com apreensão, outros com pena e compaixão e alguns até com curiosidade.

Mas eu queria dizer a vocês, meu pais, que por favor me olhem como a um filho.

Não temam fazê-lo.

Nascer antes do tempo não é culpa de ninguém, e para amar e ser amado não é necessário ser grande.

É claro que me falta ser mais maduro e até então necessito dos outros, especialmente de meus médicos e enfermeiros.

Mas a vocês, meus pais, posso vê-los e senti-los.

Preciso muito de seu carinho, tenho certeza que vocês também do meu.

Por que não pensar o quão sortudos fomos de poder nos vermos antes da hora?

É bom nascer já grande mas se estamos juntos da mesma maneira, não é tão ruim pesar pouco e ser prematuro.

(Extraído do prólogo do Guia para Padres de Prematuros)

Beatriz, 1 ano e 11 meses

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Irremediável

Sou composta por urgências

minhas alegrias são intensas

minhas tristezas, absolutas.

Me entupo de ausências,

me esvazio de excessos.

Eu não caibo no estreito,

eu só vivo nos extremos.

Eu caminho, desequilibrada,

em cima de uma linha tênue

entre a lucidez e a loucura.

De ter amigos eu gosto

porque preciso de ajuda pra sentir,

embora quem se relacione comigo

saiba que é por conta-própria e auto-risco.

O que tenho de mais obscuro,

é o que me ilumina.

E a minha lucidez é que é perigosa …

Se eu pudesse me resumir,

diria que sou irremediável!

(Clarice Lispector)

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Nessa fase de me redescobrir além de só (só???) mãe, esse texto me caiu como uma luva…

“Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.

Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.

Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.

Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.

Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.

Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.”

(Martha Medeiros)

Nessa fase de me redescobrir além de só (só???) mãe, esse texto me caiu como uma luva:

 

“Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.

 

Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.

 

Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.

 

Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.

 

Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.

 

Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.”

(Martha Medeiros)

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Feliz Olhar Novo

Recebi essa mensagem de uma amiga querida e gostaria de compartilhá-la com vocês. Bora começar o ano com muita energia positiva por aqui!

Feliz Olhar Novo (autoria desconhecida)

O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história. O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o aqui e o agora. Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais… Mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?

Quero viver bem. O ano que passou foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal. Às vezes se espera demais das pessoas. Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor machucou. Normal. O próximo ano não vai ser diferente. Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?

O que eu desejo para todos nós é sabedoria! E que todos saibamos transformar tudo em uma boa experiência! Que todos consigam perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim… Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passe-o para a categoria três, a dos colegas. Ou mude de classe, transforme-o em conhecido. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.

O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de um lance que eu adoro: Cuidado Com Seus Desejos, Eles Podem se Tornar Realidade).

Chorar de dor, de solidão, de tristeza faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes. Desejo para todo mundo esse olhar especial. O próximo ano pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. O próximo ano pode ser o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular… Ou… Pode ser puro orgulho! Depende de mim, de você! Pode ser. E que seja!

Feliz Olhar Novo!  Feliz 2011!

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Boas Festas!!!

Estou sumida, mas não poderia deixar de passar por aqui antes do fim do ano. A vida real está bem agitada, Gui e Bia estão ótimos, bagunceiros, sapecas e… perdi um pouco a motivação para escrever. É apenas um recesso bloguístico, espero voltar à ativa em 2011.

Aproveito para desejar um Natal especial em família, com muita paz, amor e preces de agradecimento. E que o ano que se inicia seja, de fato, novo. Agarrem as boas oportunidades que surgirem, deixem as mágoas de lado e sejam felizes, isso é o que importa.

Boas Festas, meus amigos!!! Deus ilumine a todos!

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Do príncipe ao sim

Dia 21 foi aniversário do meu querido, o companheiro amado que mudou minha vida e me deu dois tesouros maravilhosos. Nunca é tarde para deixar uma pequena homenagem àquele que está ao meu lado em todos os momentos, meu porto seguro nas horas difíceis e maior torcedor das minhas (nossas!) vitórias. Amo você. Sempre e mais!

Do príncipe ao sim (Elisa Lucinda)

O homem que eu amo
veio de tanto eu pedir
mas quando parei de esperá-lo
veio quando eu ao depená-lo
do meu sonho receio,
permiti que em vez de início ou fim
ele no meio de mim
fosse só o meio.
Não meio no sentido tático
de jeito ou de modo.
Meio no sentido de durante
de enquanto
de presente.
Quando abandonei o título futuro
definitivo da eternidade
o rótulo azarento de garantia
no departamento de intimidade,
quando abandonei o desejo
de ressarcir aquio que perdi na antigüidade,
meu homem chegou cheio de saudade
ocupando inteiro
seu lugar de meio
sua inteira metade.

Não deixem de assistir a esse vídeo lindo!

A SHORT LOVE STORY IN STOP MOTION from Carlos Lascano on Vimeo.

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