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Archive for the ‘Cachorro’ Category

sany no jornal

Nascemos sós…

Crescemos numa família que nos ama ou não, nos educamos, acumulamos coisas e nos transformamos.

Quando estamos aptos para ficarmos sós, procuramos algo ou alguém que nos tire essa sensação de solidão.

Formamos, então, um novo núcleo e desse encontro poderemos dar vida a outro(s) ser(s) só(s) que, um dia, também sairão em busca de seu próprio caminho, na busca ou procura de não estarem sós.

Assim é a vida…

Chegamos sozinhos e partimos sozinhos!

Durante esse percurso unimo-nos e desunimo-nos, abrimos ou fechamos portas, na tentativa de acertar.

Hoje o silêncio permitiu encontrar-me. Ouvindo meu coração mergulhei em mim mesma. Observei ganhos e perdas nessa tela e desenhei o retrato de minha vida. Vi que sou alguém em busca de ser, acertando e errando, procurando ser forte.

Como sou pequena ainda!

Sany era só, nasceu como todos nascemos… sós, porém era feliz!

Passou fome e frio antes de vir para nossa casa, mas amava a vida simplesmente.

Distribuía amor, era dócil e meiga, não guardava rancor, tinha inato seu manancial de amor, alimentando seu espírito.

Sany não precisava dessa busca, nem de formar núcleos para se completar. Era feliz por existir.

Sua humildade conquistou nossos corações.

Amou-nos docemente, tinha um lar que não buscou e muito carinho que não pedia.

Caminhava ao nosso lado, suportando todas as agruras, sempre amando.

O tempo para Sany representava ânsia de viver e mostrar a felicidade em qualquer circunstância.

Ultrapassou o limite da idade canina distribuindo a mesma calma serena de amar e esteve sempre presente, na alegria ou na dor.

De tudo que nos legou ficou a lembrança e seu exemplo forte: amar e lutar pela vida com dignidade!

Fiel, amorosa, compreensiva… predicados latentes em seu espírito.

Querida amiga, você participou de minha vida como boa e fiel companheira, quietinha a escutar, presente a ajudar.

E eu parti de sua vida!

Mais uma vez você viu parte daquele núcleo se transformar.

Nesse novo núcleo fez-se presente mais uma vez com seu amor, cumprindo sua missão.

Você nunca foi ou se sentiu só, era um ser completo!

Mas como dizemos: – Olá, cheguei! Um dia, sem esperar ou querer, damos adeus!

Após 21 anos e 8 meses você tentou ficar e dar mais do seu infinito amor a essa família que a acolheu tão carinhosamente. Com passos mais lentos, festinhas mais brandas e pulinhos mais suaves, ainda seria a velha companheira de sempre!

Você tentou, lutou e não conseguiu…

Deus precisava de sua volta.

Sany, seu exemplo irretocável ficará gravado em nosso coração e na memória de cada um que conviveu ao seu lado.

Quem sabe um dia, já pertencendo ao reino hominal, terá cabelos negros e longos e um caráter divino tão peculiares?

Espero, então, que não perca a singularidade dos cães, pois eles não buscam nada para serem felizes ou não se sentirem sós.

Simplesmente dão amor, pois os animais são assim em essência.

Obrigada Sany!!!

Aprendi muito com você!!!

Deus ilumine seu novo caminho!!!

Dedico esse texto a nossa querida e amada Sany. Escrevi-o em 10 de dezembro de 2005, dia em que ela foi se juntar às demais estrelas caninas lá do céu.

Sandra Regina

Esse texto foi escrito pela minha mãe no dia em que nossa vira-lata Sany morreu. Já o havia publicado aqui no blog, agora ele está participando, com algumas modificações, do concurso “Para quem adora bichos” promovido pela querida Lucia Freitas, do Lady Bug. Se você também tem uma experiência com animais de estimação para compartilhar, participe!

Ah, a foto que ilustra o post é da estrelinha Sany, que foi manchete de uma reportagem sobre cães idosos do jornal O Dia (RJ).  Se quiser saber mais sobre ela, leia o que escrevi no Dia Mundial dos Animais, em 2007.

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Nossa, o blog está até com teia de aranha! Tanto tempo sem escrever, sem visitar os amigos, lendo o que posso via Reader… Voltei do Rio de Janeiro com uma baita virose que me deixou sem ânimo para nada, o que serviu para reforçar minha idéia de fixar residência de vez em Recife. Detesto mudanças climáticas bruscas, prefiro sentir o calor do nordeste o dia inteiro e não sofrer com nenhuma gripe. Grávida e gripada é horrível.

Antes de escrever sobre o que tem rolado por aqui, vou fazer um mini-flashback do período em que estive na cidade maravilhosa:

– Passei alguns dias na casa dos meus sogros, Gui foi mordido pelo Nick (nosso Fox Paulistinha com espírito de Rottweiler) e precisou tomar injeções. Detalhe: levei um sermão da enfermeira no Posto de Saúde porque viajei sem a carteira de vacinação do meu filho. Mães, fiquem atentas a esse detalhe, eu confesso que nunca viajei com a carteirinha do Gui. Ele brincou demais na casa dos avós, que tem tudo que uma criança ama: quintal, árvores, primos, cachorro, tartaruga…

– No dia 25, a minha família paterna, que é enorme, fez um almoço natalino para reunir os primos que hoje moram em todos os cantos do país. A última vez em que estivemos juntos foi há dois anos atrás. O almoço foi ótimo, divertidíssimo, muitas crianças (ao todo, são 13 primos de segundo grau) e até o Papai Noel veio alegrar a festa. Tenho ótimas lembranças dos Natais em família com meus primos, espero que o Gui cresça e também conserve essa tradição.

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– Depois de passar uns dias na casa dos sogros, foi a vez de ficar com minha maninha e poder corujar muito minha afilhada. Ela está cada vez mais fofa e esperta. Como seu comportamento mudou desde que ela começou na creche, está super independente, repete qualquer coisa que falemos e quer participar de tudo. Uma figurinha! Treinei bastante para quando a Bia chegar.

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– Gui está na fase de aviões e aproveitei para levá-lo ao Museu Aeroespacial. Recomendo para quem tem criança ou compartilhe dessa paixão. São tantos aviões, tudo bem conservado e um programa gratuito. Foi uma tarde bem agradável, mesmo eu me cansando por qualquer caminhada.

colagem-museu-aeroespacial

– Conheci uma querida amiga virtual, a Bianca. Foi um encontro bem legal, pena que a Luana não foi. A Bia é uma fofa, super simpática e eu adorei poder ter trazido para o mundo real uma amizade que começou aqui no blog.

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– Como o tempo esteve horroroso, quase não fiz os passeios ao ar livre dos quais tanto gostamos. Parques, Lagoa, tudo foi visto de dentro do carro : ( Conclusão: bati muita perna em shopping e pude matar a saudade de algumas lojas prediletas. Não fui ao Rio de Janeiro para isso, mas como não tive opção…

– O melhor de tudo: descobri o sexo do baby numa ultra em que minha irmã, Giselle e Gui estiveram presentes. Foi uma bagunça na sala do exame, que só aumentou depois que a médica confirmou que era uma menininha! Adorei!!!

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– Passamos o Ano Novo na praia do Recreio dos Bandeirantes, em clima de muita paz e amor, como deve ser sempre.

– No mais, encontrei com muitos parentes, irmãos, tios, avó… Gui passou um dia na casa do seu melhor amigo do Santo Inácio e fico feliz em ver que a amizade deles continua forte. Não consegui encontrar com uma duplinha querida, Paula e Dani, nem com amigos da Xerox, fica pra próxima.

Agora, com a vida voltando ao normal, estou cuidando do quarto da Bia. Já comecei a arrumar o enxoval, comprei a tinta para pintar as paredes e ainda tenho muito a fazer. Mas é um trabalho bem gostoso! Também estou providenciando material escolar pro Gui, uniforme, essas coisas de início de ano. E vou receber a visita da minha avó em Recife, estou muito feliz por isso. O ano está começando bem…

Obrigada por todos os comentários carinhosos pela Bia, espero conseguir visitá-los em breve, sinto-me “culpada” por não ter tido o tempo de antes para navegar pelos blogs.

Mais uma vez, desejo um ano de 2009 de muita amizade para todos nós!!!

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Hoje se comemora o Dia Mundial dos Animais, a mesma data em que se festeja o dia de São Francisco de Assis, santo protetor dos animais. Aproveitarei essa data para homenagear alguns amigos especiais que tive. Sou apaixonada por bichos e consegui transmitir para meu filho esse mesmo carinho por aqueles que gostam de nós de graça: os animais. E já escrevi um post sobre os bichos que tivemos desde o nascimento do Gui, mas não escrevi sobre os animais que alegraram minha infância e adolescência. Tive vários tipos de bichos: cachorro, gato, coelho, tartaruga, pintinho, pássaro… E alguns deixaram marcas e saudades nas nossas vidas.
– Meu primeiro animal foi uma cachorrinha vira-latas que chegou na minha casa antes mesmo de eu nascer, a Xuxu. Carinhosa, amiga, paciente, nunca deu trabalho e quando morreu, deixou uma tristeza muito grande. Na minha opinião, o cachorro sem raça definida é o mais fiel e amigo daquele que o acolhe.
– Depois dela tivemos outros cães, como a medrosa Kelly, um fila que morria de medo de tudo; o Charles, um pequinês que fugia e deixava meus vizinhos doidos; a Xuxa, outra fila muito feroz…
– Tive um gato especial também, o Baby. Arteiro, brincalhão e folgado, foi envenenado por alguns vizinhos com veneno para ratos, muita crueldade.
– Mas a amiga mais querida chamava-se Sany. Chegou na nossa casa junto com seu filhote, o Charles, e acabou elegendo nossa casa como seu lar. Apaixonada pela minha mãe, era compreendida apenas com um olhar. Mansa demais, companheira que viveu por mais de 20 anos, foi até manchete de um jornal onde se falava sobre animais “idosos”. Esperávamos que ela morresse dormindo, de velhice. Mas não. Sany, inexplicavelmente, pulou da varanda do quinto andar, onde na época morava com minha irmã. Foi muito triste porque ela era querida pela família toda. Na época, minha mãe escreveu um belo texto, que transcreverei abaixo.

Cada animal é um amigo que te entende sem palavras e é uma pena ver quantos cachorros são abandonados diariamente… Que hoje, no dia dedicado a eles, possamos amá-los de verdade e refletir muito antes de decidir ter um animal em casa para que eles não sofram depois. Achei algumas dicas interessantes no blog In other worlds.

Para terminar, algumas fotinhos:
– Eu, minha irmã e a Xuxu
– Sany já velhinha
– Baby
– Nick: não escrevi sobre ele nesse post porque ele é o cachorrinho do meu filho que mora na casa dos meus sogros. Só queria registrar essa foto do dia em que ele chegou na nossa casa.
– Capa do jornal onde a Sany foi a estrela!

– Texto escrito pela minha mãe para a Sany:
Nascemos sós…
Crescemos numa família que nos ama ou não, nos educamos, acumulamos e nos transformamos.
Quando estamos aptos para ficarmos sós, procuramos algo ou alguém que nos tire essa sensação de solidão.
Formamos, então, um novo núcleo e desse encontro poderemos dar vida a outro(s) ser(s) só(s), que um dia também sairão em busca de seu próprio caminho, na busca ou procura de não estarem sós.
Assim é a vida…
Chegamos sozinhos e partimos sozinhos!
Durante esse percurso, unimo-nos e desunimo-nos, abrimos ou fechamos portas, na tentativa de acertar.
Hoje o silêncio permitiu encontrar-me. Ouvindo meu coração mergulhei em mim mesma. Observei ganhos e perdas nessa tela e desenhei o retrato de minha vida. Vi que sou alguém em busca de ser, acertando e errando, procurando ser forte.
Como sou pequena ainda!
Sany era só, nasceu como todos nascemos…sós! Era feliz!
Passou fome e frio, mas amava a vida simplesmente.
Distribuía amor, era dócil e meiga, não guardava rancor.
A rua oferecia-lhe o alimento para o corpo, porém tinha inato seu manancial de amor, alimentando seu espírito.
Sany não precisava da busca, nem de formar núcleos para se completar. Era feliz por existir.
Sua humildade conquistou nossos corações.Amou-nos docemente; tinha um lar que nao buscou e muito carinho que não pedia.
Caminhava ao nosso lado, suportando todos os reveses, sempre amando.
O tempo para Sany representava a ânsia de viver, mostrar a felicidade em qualquer circunstância da vida.
Ultrapassou o limite da idade canina, sempre presente na alegria ou na dor, era a mesma na serena e calma maneira de amar.
Em tudo que nos legou fica a lembrança do seu exemplo forte: amar e lutar pela vida com dignidade! Fiel,amorosa,compreensiva…predicados latentes em seu espírito.
Querida amiga, participou de minha vida como boa e fiel companheira, quietinha a escutar, presente a ajudar.
E eu parti de sua vida…
Mais uma vez, viu parte aquele núcleo se transformar.
Nesse novo núcleo, lá estava com seu amor, fazendo-se presente mais uma vez, cumprindo sua missão.
Você nunca foi ou se sentiu só, era um ser completo!
Mas como dizemos: -olá, cheguei! um dia, damos adeus.
Hoje, 10 de dezembro de 2005, após 21 anos e 8 meses,êvoce tentou ficar e dar mais do seu infinito amor a essa família que acolheu-a tão carinhosamente. Com passos mais lentos, festinhas mais brandas e pulinhos mais suaves, ainda seria a velha companheira de sempre!
Você tentou, lutou e não conseguiu…
Deus precisava de sua volta.
Sany, seu exemplo irretocável, ficará gravado em nosso coração e na memória de cada um que conviveu ao seu lado.
Quem sabe um dia, já pertencendo ao reino hominal, terá cabelos negros e longos e um caráter divino?
Espero, então, que não perca a singularidade dos cães, pois eles não buscam nada para serem felizes ou não se sentirem sós.
Simplesmente dão amor, pois assim o são, em essência.
Obrigada Sany!!!
Aprendi muito com voce!!!
Deus ilumine seu novo caminho!!!

(Dedico esse texto a nossa querida e amada Sany. Escrevi-o no dia em que ela foi se juntar às demais estrelas caninas lá do céu. Sandra Regina)

ATUALIZAÇÃO: No dia 5 de outubro comemora-se o Dia da Ave. Como atuamente, aqui em casa, temos como animal de estimação um casal de periquitos, aproveito para homenageá-los também. Algumas dicas interessantes do blog da Flavia Sereia em relação à data.

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O sonho do Gui é morar numa fazenda ou num zoológico. Ele ama animais na mesma proporção que o pai detesta, o que é motivo para cara feia entre os dois. Já tivemos alguns animais, sendo que o Nick foi o que deixou as maiores, porém não melhores, marcas nas nossa vidas.
– Tivemos um canarinho, que não cantava, não interagia com o Gui (ele tinha 3 anos) e só sabia fazer sujeira espalhando alpiste na área de serviço. Era um ser distante do mundo animal que o Gui sonhava em ter.
– Depois, partimos para um peixe Beta. Solitário, não sujava nada, assim como também não fazia nada demais… Era um simples enfeite na estante do Gui.
– Após um longo e exaustivo processo de convencimento de que o melhor para a família era ter um pequeno cachorro, ouvi um sim a contragosto do Gil e comecei a procurar a raça ideal para um menino, na época com 4 anos. Não sei como escolhi o Terrier Brasileiro, conhecido como Fox Paulistinha. Ele viveu por 8 meses no nosso apartamento no Rio de Janeiro. Tempo suficiente para destruir sofá, cadeiras, chinelos, portas e até parede ele não deixou inteira! O bicho pulava como um desesperado, mordia as pessoas e não elegeu o Gui como dono. Adivinhem, eu fui a eleita! Tinha que correr para tirar a meia fina ao chegar em casa, vestir a roupa de guerra e soltá-lo para brincarmos. Mesmo assim, tive várias roupas rasgadas durante a brincadeira. Lindo, com pedigree e todas as frescuras possíveis, foi adestrado sem sucesso e rotulado pelo adestrador como “um cão com desvio de conduta”. Tentamos Maracujina sem sucesso. Um dia, no auge do stress matinal, meu marido disse: ou o Nick, ou eu. Foi o fim de uma era turbulenta no nosso lar. Ele ganhou o quintal dos meus sogros, muitas árvores, camaleões para correr atrás, pipas para ficar como um desesperado tentando pegá-las no céu e a liberdade que nunca tinha tido em 70 metros quadrados. Ainda é nosso cãozinho doido, que morde qualquer um, até o Gui, e adora quando estamos no seu atual lar.
– Para compensar ausência deixada pelo Nick, compramos um hamster que viveu por um ano. O bicho até que era simpático, não dava trabalho, exercitava-se diariamente na sua rodinha de ginástica e o Gui podia segurá-lo, tornando-o parte de suas brincadeiras. Pena que teve uma vida tão curta…
Em Recife, Gui implora por um cachorro mas não tentarei de novo após a experiência traumatizante do Nick. Até pensei em comprar um Beagle, mas meu marido nem cogita essa hipótese. Eu amo animais e essa é a origem da paixão do meu filho. Sempre gostei de bicho e já tive vários cachorros, gatos, coelho, pintinho (lembram de quando ganhávamos os pintinhos nas feiras de animais?), tartaruga, todos sem objeção dos meus pais. Também já fui mordida duas vezes por cachorros desconhecidos e uma vez por um mico. As injeções na barriga doíam muito, mas eu não conseguia não fazer carinhos nos animais de rua. Até hoje ainda chamo pelos cachorros na praia, parques e eles me adoram, para desespero do Gilmar! Ainda escreverei sobre meus bichos porque tenho muitas histórias.
Ontem fomos ao shopping e, pra variar, Gui ficou paquerando os animais do pet shop. Resolvi comprar um periquito para ele ao vê-lo brincando com o bichinho e ele ficou super feliz. Voltamos para casa com periquito, gaiola, ração, bebedouro e todos os apetrechos necessários à sobrevivência do pequenino ser adotado pela família. Não sei por quanto tempo ele vai conseguir sobreviver nas mãos e brincadeiras do meu filho, espero que seja resistente! O bichinho é uma graça, canta bonitinho e onde o Gui está, a gaiola está ao lado. Meu filho já pediu uma fêmea para ficarmos com um casal de periquitos e eles terem filhotinhos: aí sim a família estará completa… Essas serão cenas dos próximos capítulos na vida animal sonhada pelo meu pequeno veterinário.

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Já estou em casa, malas desarrumadas, todas as fotos organizadas e com gostinho de quero mais: deveria ter passado mais tempo ao lado dos meus queridos, visitado mais pessoas, ido em lugares que adoro e que não fui…
A distância de 2.338 km que me separa da minha cidade natal torna-se pequena quando viajamos de avião, apenas 3 horas e pronto: posso abraçar e conversar com quem amo demais. Tudo bem, em tempo de caos aéreo posso dizer que os atrasos enfrentados nos aeroportos foram pequenos mas eu nunca senti tanta apreensão em voar…
O Rio de Janeiro continua lindo, o PAN embelezou ainda mais minha cidade e estava um baita frio, em comparação ao clima de Recife. Usei vários casacos que andavam guardadinhos e, ao chegar em casa, já troquei tudo por camisetas e shorts. Eta clima bom, esse do Nordeste! Não estava com saudades do inverno carioca, não!!! Meu marido, então, nem se fala: já chegou tomando anti-alérgico pois teve crise de rinite.
Nessa semana de férias no Rio fomos a um jogo de futebol do PAN, batizei minha linda afilhada, fui às compras, encontrei uma grande amiga, minha sogra recebeu alta do hospital e abracei uma irmã que não via há tempos – fiquei com a sensação de que ainda tínhamos o que conversar após uma vida inteira longe…
Foi tudo positivo, mas a melhor parte foi ter curtido cada segundo com a princesinha Gi. Agora ela também tem um blog, muito fofo e sugerido pela dinda coruja! Literalmente brinquei de boneca: troquei fralda, dei mamadeira, dei banho, cantei, ninei, relembrei dessa fase de bebê que é muito gostosa. Meu filho também curtiu bastante, ainda mais que ele nunca teve esse contato tão próximo com bebês. Engraçado que ele sentia ciúmes de criança pequena, mas com a Gi, não, ele queria que ela fosse irmã dele!!! Ela é muito fofa, bochechuda, pequenina, cheirosa, uma linda princesa. Calminha, não dá trabalho. Nas vezes em que minha irmã saiu e deixou-me cuidando dela, comportou-se super bem. Só no dia em que dormiu no berço no seu quarto e acordou de madrugada chorando é que me estranhou: resolvi niná-la e quando ela reparou que não era a mamãe, nossa, berrou muito!!!
Ah, preciso comentar sobre o Nick, meu cachorrinho: ele continua fofo e muito levado, não pára quieto e é impossível não se sujar ao brincar com ele, que insiste em pular em cima das pessoas. Pesquisei tanto para escolher a raça mais adequada… E o Fox Paulistinha é todo o oposto para quem quer um cão para viver em apartamento, por isso ele hoje vive na casa dos meus sogros, com um quintal para correr, caçar rolinhas, assustar os vendedores… Até abiu o sapeca come! Mas ele é lindo mesmo assim!!!! E morre de saudades da gente, tadinho…
Esses foram os melhores momentos vividos nos últimos dias. Agora, é saber lidar com a saudade, vivendo a nova vida longe de pessoas queridas. No fundo eu estou gostando muito de morar em Recife, só queria que todos estivessem aqui também!

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