
De 1 a 7 de agosto acontece a SMAM, Semana Mundial de Amamentação. E como vivo essa fase mágica com minha pequena Beatriz, resolvi escrever sobre minha experiência com a amamentação:
A Bia nasceu prematura, com 33 semanas, um parto de emergência com todos os riscos envolvidos nesse tipo de situação (meu líquido “secou” de um dia para o outro…). Parto normal? Esquece. Fotos? Só depois do ok da pediatra, “não sabemos como a bebê estará”, foi o que ouvi. Enfim, foi o momento mais tenso da minha vida. Surpreendendo tudo e todos, com a benção de Deus ela nasceu saudável, perfeita, Apgar 10, uma verdadeira dádiva! Mas precisou de UTI porque nasceu com baixo peso (1.890 kg). Só pude segurá-la no dia seguinte e tentar amamentá-la, apenas estímulo bebê x peito. Mais uma surpresa divina: ela pegava corretamente o peito e o melhor, sabia sugar como se fizesse isso há muito tempo! Até hoje me emociono ao ver a primeira foto da colagem deste post, quando ela mamou pela primeira vez: seus olhinhos atentos, a sonda no nariz… Não tinha lido sobre prematuro na gravidez – ninguém se prepara para essa experiência… – e foi o melhor que fiz. Não sabia que eles tem dificuldade para sugar, talvez se soubesse disso minhas neuras teriam comprometido esse processo com a Beatriz. Ela mamava 5 minutos, 3 vezes ao dia, aumentando aos poucos. Recebia o complemento de leite materno do banco de leite do Hospital Esperança, onde ela nasceu. E eu tirava o leite no próprio banco. O meu dilema começou depois, ela precisava ganhar peso para receber alta. Era um tal de dar de mamar e tirar leite com a bomba, tudo para aumentar minha produção que era pouca. Plasil, tintura de algodoeiro, eu tentava tudo que me indicavam para conseguir trazer minha bebê para casa. A Beatriz recebeu alta com 11 dias, apenas no peito.
Momento culpa: até hoje eu a amamento, porém com 1 mês e meio introduzi o complemento. Por quê? Ela era muito pequetita, ganhava pouco peso, eu estava desesperada… Sei que poderia continuar só no peito, mas não consegui… Até hoje ela mama no peito e no complemento, sendo que em muitas mamadas ela rejeita a mamadeira, ou mama no peito, mamadeira e pede peito de novo depois. Mamando de 2 em 2 horas, tem horas que estou tão cansada que o leite diminui…. Noutras ele vem bastante! Quero e vou amamentar minha filha o máximo de tempo que puder. Hoje, aos 3 meses, quando ela me olha ou sorri ao mamar, como na foto, sinto-me tão realizada. Esse vínculo que estabelecemos ao fornecer nossa vida para esse pequeno ser que nos foi confiado é muito gratificante.
Talvez seja criticada pelo que escrevi, mas fui sincera. Com meu filho Guilherme, 10 anos, a experiência foi outra… Nenhum preparo, marinheira de primeira viagem, novinha, foi apenas dar o peito e ele mamou. Lembro que usei um spray no nariz para estimular o leite a “descer” que foi uma maravilha. E só. Vivíamos grudados um no outro, ele mamava a toda hora, eu passei minha licença deitada vendo televisão com meu bezerrinho mamando! Gui nasceu fortinho e sempre foi guloso, rs. Mamou exclusivamente no peito até meu retorno ao trabalho.
Quem quiser acompanhar os posts da SMAM, eu indico o Síndrome de Estocolmo (referência no assunto) e o Aprendiz de Mãe. Recomendo também o texto da Ana Cláudia, do blog O Futuro do presente: Leite Materno Vs Fórmula Infantil, sem combate! Excelente!!!



Olá Evellyn!
Sabe uma coisa que penso? Tudo que envolve mãe e filho deve ser feito de coração e sem culpa e principalmente sem dar ouvidos para o que os outros – normalmente completamente de fora dos problemas – acham. Se vc achou que necessitava dar o complemento e a Bia está linda e saudável, isso é o que vale. Lembro que a Luana teve uma prisão de ventre horrível, que só passou quando inseri sopinha, pq nem fruta adiantava. Aos 5 meses ela passou á comer sopinha e não teve mais prisão de ventre. E com isso ela foi rejeitando o peito. Muita gente me recriminou. Todos que me recrimiram era pessoas que nunca viram a dor e o sofrimento que minha filha passava diáriamente se contorcendo por mais de 4 horas enquanto eu estmulava com supositorios de glicerina sua evacuação. EU sei que isso foi melhor pra ela. E pra mim. E não carrego nenhuma culpa. Sua bebê é uma valente vencedora porque o fruto nunca cai longe do pé. Ela tem a quem puxar. E vai se orgulhar muito de ter uma mãezona como você. (Fiz um testamento, hehehe)
Beijos no seu coração!
Ah, e sim, eu AMAVAAAAAA amamentar. O fiz com muito amor pelos 5 meses que deu para fazer. E teria feito mais se não tivesse passado por esse probleminha…
Oi Flor
Tem um selinho pra vc no meu blog.
bj
Ola, li seu artigo sobre babás e escolinhas no Recife… Estou grávida de 5 meses, moro aqui a 1 ano e 6 meses e não quero uma babá cuidando de meu filho…
Por outro lado não encontro nenhum berçario para deixá-lo no fim da licença… Vc conhece algum que possa indicar??
Parabens pelo seu blog. Adorei!
Bjs
Que gracinha a sua bebê!! Deus abençoe. Tem que amamentar mesmo!! Minha filha mamou até 2 anos! (eu sei, foi um exagero, mas acho que foi bom p/ nós duas). Bjs
Oi Evellyn, tudo bem? Eu por aqui de novo…
Linkei esse post seu lá no Aprendiz de mãe, tá? acho bacana divulgar essas histórias sinceras como a tua, para informar outras mamães por aí!
beijo
ah, e obrigada por indicar o aprendiz de mãe!!
beijo
Evellyn,
Amamentar deve ser tudo de bom!!!!
Adorei o seu relato! E concordo com tudo que a Bianca Osses disse. Quem sabe da necessidade da criança, é a mãe, e a Bia está uma delícia de linda.
Beijocas
Olá!!!!Passei por acaso no seu site, minha pequena tambem chama Beatriz e tambem nasceu de 33 semanas, e com 1960kg, ficou 5 dias na UTI, e so mamou no seio, adquiriu peso rapidamente e tambem é linda como sua flihota…Felicidades
Nossa, Angélica, quanta coinicidência que nossas pequenas tem!
Hoje sua filha está com quantos anos?
Beijos e volte sempre ao meu blog!