Nossa, que “silêncio” no blog! Deve ser reflexo da fase casulo vivida pela dona, fase essa que está chegando ao fim… Tenho lido compulsivamente nesse meu momento de reflexão. Depois de me deliciar com A Soma Dos Dias, corri e comprei Paula, também da Isabel Allende. Ok, a ordem correta da biografia da família não é essa, mas quem disse que preciso seguir regras ao ler? Apaixonei-me pela família da Isabel, por ver alguém de carne e osso expor suas alegrias, suas fraquezas, sua tribo…
O livro seguinte foi A Cabana, William P. Young. A primeira vez que li uma indicação desse livro foi no blog da Sam. E além da sugestão dessa amiga de quem considero muito a opiniao literária, ele figura na lista dos mais vendidos há semanas. Por isso, aproveitando uma daquelas promoções viciantes que amo, comprei-o. A Cabana é um livro muito bem escrito, faz você viajar do real pro imaginário num piscar de olhos. Sim, porque encontrar com Deus, Jesus e Espírito Santo não é coisa simples! Mack perde a filha, Missy, brutalmente assassinada e carrega consigo a pergunta que atormenta tantas pessoas: se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento?
Um dos trechos que mais me emocionou foi a conversa que Mack teve com Deus sobre o perdão. Transcrevo abaixo as principais reflexões:
“… o perdão não cria um relacionamento. A não ser que as pessoas falem a verdade sobre o que fizeram e mudem a mente e o comportamento, não é possível um relacionamento de confiança. Quando você perdoa alguém, certamente liberta essa pessoa do julgamento, mas, se não houver uma verdadeira mudança, não pode ser estabelecido nenhum relacionamento verdadeiro.
- Então o perdão não exige que eu finja que o que ele fez nunca aconteceu?
- Como seria possível? Você perdoou seu pai ontem à noite. Algum dia você vai esquecer o que ele lhe fez?
- Acho que não.
- Mas agora você pode amá-lo, apesar disso. A mudança dele permite. O perdão não exige de modo algum que confie naquele a quem perdoou. Mas caso essa pessoa finalmente confesse e se arrependa, você descobrirá em seu coração um milagre que irá lhe permitir estender a mão e começar a construir uma ponte de reconciliação entre os dois (…)”
Como julgamos as pessoas! Eu sou muito imperfeita e confesso que tristezas do passado ficam tão presas no meu interior que às vezes sinto que elas querem me sufocar. Perdoar, eu perdôo, mas não parecia suficiente porque o peso do julgamento é enorme. O perdão não parecia restaurar ao “ponto zero”, agora entendo… Não depende só de mim, a outra parte precisa mudar seu comportamento e também desejar tal recomeço. Infelizmente muitas vezes isso não acontece – ainda. Resta-me acreditar que um dia, aqui ou em outra vida, tudo ficará bem. Por enquanto, eu perdôo e prometo não julgar mais alguns atos. Simplesmente irei aceitá-los tais quais são.
Fica minha dica imperdível de leitura e presente de Natal. Eu já escolhi uma pessoa especial para ser presenteada com A Cabana…
PS1 -> Na fila de espera tenho: Castelo de Vidro (outra biografia feminna…) e Melancia (preciso descontrair um pouquinho!).
PS2 -> Aceito sugestões de livros infanto-juvenis para as férias do Gui. Ele acabou de ler Quando o Videogame Mandava no Naldinho. Ótimo, um livro sobre o uso exagerado do videogame na visão espírita. O Gui adorou e está circulando o livro entre os amigos…


Evellyn,
Adorei a dica do livro!!!!
Uma boa pedida p/ meu amigo oculto!
Um beijão,
Cássia.
Vou ler!!
” A cabana” está na minha lista dos “a ler”, tb por sugestão da Sam, rsss…Devo ser das raras pessoas que não gosta da Isabel Allende, Evellyn, só conheço uma outra amiga alemã, que partilha da minha opinião.
É verdade, estamos constantemente e julgar. E cometendo injustiças…
Bom fim de semana!
Bjs
Minha linda, li Paula e me sensibilizei demais. Sabe uma coisa que eu tenho a maior admiração por você? É a sua preocupação com o seu filho. Acho louvável a sua postura em querer que ele seja uma pessoa culta. Parabéns. Beijocas
AIII delicia!!!
é a terceira pessoa falando de livro hj!!!
Ler é demais nessa época do ano então né?!?
Bjokas
Bom fim de semana
A cabana está na minha lista, ontem mesmo li uma critica muito favorável ao livro. Assisti o filme “O caçador de pipas” uma adaptação do livro que foi/é um sucesso. Gostei muito do livro e achei a adaptação muito boa, já viu, Evellyn? Um beijo, querida e saudade de você.
Estou lendo o livro e estou achando um máximo, fora que o livro cativa e emociona muito também.
Recomendo
Feliz Natal a todos!
Acabei de ler A Cabana hoje e achei simplesmente o máximo! O desfecho é muito interessante e a forma como é feita a narração faz com que o leitor interaja muito e vivencie as situações descritas!!!
É muito bom e eu recomendo com certeza!!
Um bju
Pense num livro que chegou em minhas mãos na hora certa. Uma história sem dúvida, fascinante. Muito triste em alguns momentos, mas com um desfecho lindíssimo. Ótimo livro para presentear a quem amamos.
li o livro a cabana , atravez d uma amiga! e hj posso dizer q tenho uma nova visao d DEUS… pois ocasionada pelos meus conflitos estava travada c ELE… E O LIVRO ME AJUDOU MUITO A ABRIR OS OLHOS… o livro é otimo e estou recomendando p todos q conheço…
Não deixem de ler para quem quer realmente encontrar a Deus ele se mostra na linguagem mais simples possivel atraves de seu amor na divina trindade sem julgar,condenar pois ele nos ama muito e demonstrou dando seu unico filho Jesus para nos aproximar mais dele,só vamos encontrar a verdadeira paz em Jesus,quem nao queria estar no lugar de Mack com papai-Jesus e Sarayu observem o amor entre eles e tambem para com Mack e veja se em algum momento Deus o condena apesar de estarmos cheio de magoas no coração quem realmente julga tudo somos nós mesmo pois julgamos até a Deus bem ou mal.Podemos encontrar eles no nosso coração mas devemos realmente do fundo da nossa alma entregar nossa vida nas mão de Deus.
Foi maravilhoso ter lido a cabana chegou no momento certo levou-me ao encontro da santíssima trindade com bastante simplicidade vejo Deus como aquele que me ama e só quer o meu bem tenho certeza que todos aqueles que leram a cabana estavam iluminados pela maior.
Ouvi dizer maravilhas do livro, li os comentários de leitores, comprei e… decepção total. Se você espera um historinha “aguinha com açúcar” sobre um tema religioso, este é seu livro, mas se você, como eu, esperava um embate filosófico, questionador, com algumas doses de niilismo esqueça esse livro que, em alguns momentos parece ter sido escrito para criancinhas em início de catequese! Chega a dar náusea do diálogo altamente infantilóide entre o personagem e as entidades religiosas. Aquele lance de o personagem chamar deus de papai chega a dar gastura de tanta pieguice… Arrrrggg