Há alguns meses que não me “martirizo” por não estar trabalhando na iniciativa privada. Esse assunto já me rendeu boas noites em claro, muitos questionamentos e aflições. Eis que na semana passada, conversando ao telefone com um amigo de faculdade com quem eu não falava há bastante tempo, ele me fez a fatídica pergunta: “e você, onde está trabalhando?”. Engoli em seco. A maioria dos meus amigos da UFRRJ está trabalhando, alguns na mesma empresa desde que saíram da faculdade. Respondi a verdade, que estou estudando para concurso público desde que me mudei pra Recife e a conversa tomou outro rumo. Mas depois não pude deixar de ficar encucada. Será que tomei a decisão certa? Fui eu quem optou por sair do mercado para me dedicar aos estudos. Deixei de ser a Evellyn, da Xerox, da Claro, para ser simplesmente a Evellyn, mãe do Gui. É como se eu não tivesse mais uma “identidade”… Será que todos os meus diplomas e certificados foram em vão? As horas que deixei de ficar com minha família, meu esforço em aprender sempre mais, foi tudo à toa? Não, não quero ficar mal de novo por isso. É momentâneo. E, certa ou errada, foi a minha escolha. Página virada.
Página virada
Outubro 25, 2008 por Evellyn


Olá Evellyn!
Puxa, te entendo. E não é da boca pra fora. Sai do mercado de trabalho para acompanhar meu marido em uma transferencia. Ele estava muito bem na empresae logo eu arrumaria algo pra fazer. Esse logo perdurou por quase 5 anos! 5 anos enfiada num lugar onde todo trabalho que realizei não acrescentou em nada na minha carreira. Triste. Motivo pelo qual me mudei agora em fevereiro. E o pior foi ver que 5 anos é uma eternidade para quem ficou taaaaanto tempo afastada do mercado. Por isso das minhas ansiedades que relato no blog, da minha úlcera, da minha mudança estressante ( q sá aconteceu pq eu disse que ia me mudar com ou sem o marido). E eu sempre ouço essas perguntas, que me soam como um soco no estômago. Mas vai passar. Alguma coisa ainda vai acontecer aqui e aí, pode crer!!!
Beijão
Bia,
Com certeza alguma coisa muito boa vai acontecer aí – e aqui também!!!
Beijos e fé em Deus
Báh Evellyn sei bem como é isso, quando optei por ficar com Henrique com ele quando ele nasceu, as pessoas me olhavam como se eu fosse de outro mundo e eu ficava cheia de dúvidas se tinha feito o melhor, ou não… mas assim como tu encaro a minha decisão como o melhor para mim e para minha família…
Boa sorte no concurso!
estrelinhas coloridas pra ti…
Michelle,
Se trabalhamos como louca e pouco ficamos com as crianças, as pessoas nos olham torto. E se não trabalhamos para ficar com elas, o mesmo acontece…
Queria achar um meio-termo!
Beijos
Minha querida Evellyn…quem como eu e você tomou esta opção na vida e não passou por essas situações?! Valemos pelo que somos, não pelo local onde passamos 8 horas diárias e pelo vencimento que usufruímos no fim de mês.
Eu costumo dizer que o meu vencimento não é mensal, é diário e não é material é afectivo. Sou muito mais feliz assim. E com você, como é?
Esperando que você encontre o que deseja verdadeiramente, deixo o meu beijo, com amizade.
Fernanda,
Sou feliz ao lado do meu filho e do meu marido nessa fase da vida. Mas ao mesmo tempo, gostaria de trabalhar fora, produzir, ser útil… Não que não o seja estando em casa, mas às vezes tenho a sensação de que abri mão de parte dos meus objetivos… Por isso a opção de estudar para um emprego público, quem sabe trabalhar meio expediente (sonho), rs.
Beijos
Se foi o que vc decidiu vc tem q se sentir satisfeita com isso!!!
Tenho certeza que vc vai conseguir seu emprego publico!!!
Bjokas
Boa semana
Tomara!
Beijos
acho que são momentos, logo você vai se encontrar… uma ótima semana…bjs
Veri,
Tomara que seja realmente apenas um momento!!!
Beijos
Ei Evellyn,
Não vou negar que você me deixou impressionada com sua decisão de estudar p/ concurso.
Sempre te admirei por ser uma mulher moderna, adorava quando Sandrinha me contava da sua época da escola e de quando você fez o MBA. Mas confesso que passei a te admirar mais ainda por sua atitude de largar tudo por seu amor e agora dedicar-se ao concurso público e ser mãezona do Gui.
Um super beijo e uma ótima semana.
Cássia,
Ainda sou moderna, mesmo estando em casa, viu? Rs…
Beijos (cadê o blgo novo?)
Conhecimento nunca é de mais, Evellyn e nunca ocupa espaço, portanto todo seu esforço valeu e vale a pena sim, querida. Se não fosse seu esforço talvez você seria uma pessoa diferente do que é, talvez não seria e pessoa especial que é, entende?
Segue em frente, estudando e se dedicando, tudo que for para você, virá? Tenha certeza.
Eu entendo o que você está sentindo e você pode sentir isso, mas lembre-se que gente planta a semente e cuida com carinho dela, um dia ela cresce e dá sombra, flores e frutos e só saber esperar.
Um abraço bem apertado e boa semana!
Patty,
Obrigada pelas palavras de carinho!
Entendo que essa fase está servindo para que eu aprenda a lidar com a ansiedade, com o imediatismo… Antes eu achava que tudo era pra ontem, agora, preciso esperar a colheita com calma!
Beijos
Minha querida, quem foi que disse que apenas a pessoa que trabalha é feliz?Você fez a sua opção. Outra coisa, você é jovem e tem um mundo pela frente. Vai se realizar sendo mãe ou profissional.

Beijocas ansiosas
Yvonne,
Obrigada! Se Deus quiser, conseguirei conciliar os dois papéis, mãe e profissional – mesmo vivendo a fase mãe com força total!
Beijos
Evellyn, minha irmã (Sam Shiraishi) me indicou seu post, achou que parecia com meu momento de vida… Eu deixei de trabalhar após ter recém concluído minha especialização, para me dedicar ao recente casamento e mudar de Curitiba para o Rio de Janeiro, em razão das atividades profissionais do meu marido. Hoje continuo trabalhando muito, mas em casa, ao cuidar de todos os detalhes que julgo fazerem minha família feliz. Virei mãe há 9 meses e quando o dilema de voltar a trabalhar começa a bater na nossa porta, penso em quanto estamos investindo no nosso filho por ele estar crescendo ao lado da mãe, motivado e amparado pela mãe, aprendendo muito mais do que numa escolinha e ganhando a segurança emocional que nenhuma outra pessoa poderia oferecer a ele… essa fase, em que tb aproveito para estudar para alguns concursos, me dôo a ele integralmente e posso não receber salário, mas o reconhecimento dos meus sacrifícios valem a pena a cada sorriso, a cada abraço do meu filho e a cada palavra cordial e de gratidão do meu marido. Por mais que a gente seja ativa profissionalmente, ao parar um pouco a carreira, não deixamos de ser profissionais, nem esquecemos o que aprendemos, a distância pode nos deixar pra trás um pouco, mas sempre podemos voltar. Já os momentos importantes com nossos filhos e família, muitos não voltam e a forma como foram vivenciados interferem em todo seu futuro. Não sei que idade tem o seu Gui, mas acho que vc está certíssima de ficar com ele e a opção dos concursos num mercado de trabalho instável como o brasieliro, é sempre uma excelente opção. Vai fundo! Um abraço e obrigado pela chance de desabafar tb já que esse assunto é comum a outras mães. Felicidades.
Tiffany,
Que prazer receber a visita da irmã de uma querida amiga virtual! Seja bem-vinda!
Eu fiquei impressionada como tantas mulheres identificaram-se com esse meu “desabafo”. Ao contrário do que aconteceu com você, quando meu filho era pequeno eu trabalhava demais, essa minha fase mãe 100% em casa começou quando ele tinha 8 anos… Ou seja, fiz o movimento inverso ao de muitas mulheres que decidem dedicar-se aos primeiros anos da criança. Por isso a estranha sensação de que tudo que conquistei profissionalmente ficou pra trás. Mas não sou infeliz por isso, apenas me questiono, com menos freqüência do que antes! Agora preciso focar nos estudos para concursos que não são fáceis, esperar e confiar que o melhor está guardado por Deus!
Beijos
Maninha, muitas vezes essas interrogações passam pela minha cabeça tb, mas do lado contrário que o seu, me pergunto: até onde vale a pena abrir mão de tanta coisa em prol do trabalho? Mas… Vamos seguir em frente, curtir o presente e ter a certeza de que nada é por acaso! Bjksss
Maninha,
De tanto desejar estar em casa quando trabalhava, mesmo que inconscientemente, fiz minha parte para que a Lei da Atração agisse…
Continue no seu caminho, tenho muito orgulho de você!!!
Beijos
EVELLYN,
eu vivi, vivo fazendo esses questionamentos.
E muito mais crucial por que eu larguei anos de faculdade para recoemcar e viver em um pais onde os últimos 5 anos da faculdade nao vao me servir muito…a nao ser para Mestrado, futuramente, quando eu dominar o sueco.
SIm.Eu posso fazer Mestrado com o inglês, apenas, mas se eu quero viver auqi, tenho e quero falar o idiom a local.
Mas, depois de 5 anos , eis que comeco a me encontrar.
Muitas vezes, vivi noites insones e vontade louca de largar tudo e entrar no primeiro aviao em direcao ao Brasil..Mas vejo que minha familia nao se adaptaria mais ao Brasil e eu me sentiria um peixe fora …
Assim,q uerida…vc é jovem…e tem todo o tempo pela frente…
E tem mais outra coisa…como as coisas andam…vc está no lucrfo em sed dedicar ao seu filho e seu emprego vai vir….PODES AGUARDAR QUE ELE ESTÁ A CAMINHO
BJS E DIAS FELIZES
Grace querida,
muito obrigada pela força!
Beijos
Oi Evellyn, não poderia ler seu blog e deixar de dar minha visão sobre o assunto.
Sabe, últimamente eu tenho chegado à conclusão de que trabalhar e ter o dinheiro no final do mês não é tudo. A paz é o árbito de tudo e não tem dinheiro que a pague.
Se você se sente bem cuidando do seu filho e estudando para um emprego, faça isso em paz, não se pré-ocupe (entende?), tudo tem seu tempo para acontecer.
É nesta teoria que estou na fase da decisão, apesar de ainda não ser mãe, quero ter paz e vontade de fazer o meu melhor.
Tudo acontecerá no tempo certo!
Bjs.