O que esperar de um livro que propõe que você seja a heroína de sua própria jornada? Que mulher não quer ser feliz e alcançar a plenitude, sem culpas, em todas as esferas da sua vida? Comer… Rezar… Amar… É impossível não se identificar em vários trechos da vida da Liz! A história consegue ser divertida em meio ao caos que se tornou a bem-sucedida vida da protagonista, aos problemas acumulados ao longo do caminho e suas idéias para se tornar uma pessoa melhor. Ela tinha tudo o que qualquer mulher poderia querer: um marido apaixonado, uma casa espaçosa, o projeto de ter filhos e uma carreira de sucesso. Mas em vez de sentir-se feliz e realizada, sentia-se confusa, triste e em pânico. Jogou tudo pro alto e partiu numa viagem de um ano pela Itália, Índia e Indonésia, descobrindo-se uma pessoa melhor e completa. Ok, quem dera todas nós pudéssemos e tivéssemos grana para poder fazer algo assim, mas podemos fazer pequenas adaptações e ser feliz de maneira mais equilibrada.
Preciso registrar um trecho do livro que adorei, quando a Liz estava na Índia, dedicando-se à meditação:
“Todas essas perguntas tornaram a surgir em minha mente esta tarde, quando descobri um banco tranqüilo em um dos jardins do ashram e decidi ficar sentada meditando durante uma hora (…). Infelizmente eu havia me esquecido do que “pinta” na Índia ao entardecer: mosquitos. Assim que me sentei naquele banco em meio ao crepúsculo, pude ouvir os mosquitos voando em minha direção, roçando em meu rosto e aterrisando – em um ataque coletivo – na minha cabeça, tornozelo, braços. E, em seguida, senti suas picadas pequenas e vorazes. Não gostei daquilo. Pensei: “Esta é uma hora ruim do dia para praticar meditação Vipassana”.
Por outro lado – quando seria uma boa hora do dia, ou da vida, para ficar sentada em alheia imobilidade? Quando é que não existe nada zumbindo em volta, tentando distrair você e provocar alguma reação? Então tomei uma decisão. (…) Propus uma experiência a mim mesma – e se eu agüentasse isto, para variar? Em vez de tapas e beliscões, e se eu agüentasse o desconforto sentada durante apenas uma hora de minha longa vida?
Então foi o que fiz. (…) Era uma tentativa amadora de auto-controle. Se eu conseguisse agüentar sentada aquele desconforto não-letal, então que outros desconfortos poderia um dia vir a agüentar sentada? E quanto aos desconfortos emocionais, que considero ainda mais difíceis de suportar? E o que dizer de ciúme, raiva, medo, decepção, solidão, vergonha, tédio? (…)
Mas houve algo de levemente emocionante para mim ao perceber que, durante meus 34 anos na Terra, nunca deixei de dar um tapa em um mosquito que estivesse me picando. Fiz isso automaticamente, assim como reagi a milhões de outros sinais ao longo da vida, grandes ou pequenos, de dor u de prazer. Sempre que alguma coisa acontece, eu reajo. Mas ali estava eu – ignorando o reflexo. Eu estava fazendo uma coisa que nunca tinha feito antes. Uma coisa pequena, tudo bem, mas quando foi que eu pude dizer isso? E o que serei capaz de fazer amanhã que ainda não sou capaz de fazer hoje?
Quando tudo terminou, levantei-me, andei até meu quarto e avaliei o estrago. Contei cerca de vinte picadas de mosquitos. Meia hora depois, porém, todas as picadas haviam diminuído de tamanho. Tudo passa. Depois de algum tempo, tudo acaba passando.”



Parece ser muito bom mesmo, Evellyn. Vou anotar a dica. Beijosss
Ei, Evellyn,
No blog da lubrasil.net, ela estava enviando para o pessoal via e-mail o .doc desse livro. Eu vou começar a ler, assim que acabar de escrever um artigo aqui do trampo…
Adorei te ver por aqui!
Beijão
Quis pegar este livro para olhar várias vezes, mas não tenho tido tempo nem para isso. Sua resenha me deixou ainda mais curiosa!
Já tinha lido alguma coisa sobre esse livro, agora fiquei ainda mais interessada. No entanto, Evellyn, esse livro parte de uma premissa algo perigosa, na minha opinião. Ninguém precisa viajar pelo mundo para se conhecer; no jardim de casa está todo um mundo que nos permite reflectir e adquirir consciência. Já dizia….alguém, rsss…
Bjos
Adorei a super dica. Vou comprar o livro.
Beijocas
acho que vou entrar no site do submarino e comprar djá!
Te vi na Yvonne…
E vim.
Esse livro, pelo menos para você, deve mesmo ser bom, hein?
Mas, o que é mais importante: você já está com a saúde recuperada?
comecei a ler o livro há alguns dias, ele tem me ajudado mt . é um levante na auto-estima, e me traz de volta a busca da felicidade !