Por que quando chove eu fico feliz pois terei um motivo para não fazer minha caminhada?
Por que quando ligam do curso avisando que não terei aula agradeço poder assistir ao futebol do Gui (e vê-lo marcar um gol, yeah)?
Por que quando não estou legal permito-me ficar sem fazer absolutamente nada e falto ao curso, não estudo, não cobro a tarefa do Gui, apenas me deito na esperança do corpo parar de doer, lendo aquele livro da minha cabeceira?
É, a vida é muito engraçada. Antes eu corria do trabalho para casa, desempenhando mil papéis ao mesmo tempo e sonhava com o dia que estaria em casa. Hoje, estou nessa situação inconscientemente desejada e estudo para voltar a trabalhar, nem aproveito mais os momentos livres, que agora só restam nos finais de semana. Às vezes me pego, com o fone no ouvido, escutando alguma aula e trabalhando ao mesmo tempo, sem dar a atenção que o Gui está pedindo. Ou participando de alguma atividade extracurricular dele e pensando no que deveria estar fazendo.
O ser humano sempre quer mais e mais. E nessa ânsia de alcançar seus objetivos, muitas vezes não vive o presente como deveria. Estou vivendo essa fase e, pelos meus questionamentos, carrego de bandeja uma dose exagerada de sentimento de culpa.
Totalmente indisciplinada na prática de exercício físico, cada vez mais sedentária e irritada com os quilos que resolveram não ir embora assim, fácil. Matriculei-me na natação e espero não faltar!
Tenho aula todo dia e ainda me cobro por não estar trabalhando, o que deveria significar uma dedicação maior da minha parte. Mas quem disse que eu não trabalho? Vai cuidar da casa e de um pré-adolescente o dia todo! Tá, eu tenho diarista, mas nos dias que ela vem eu me enrolo da mesma maneira.
Na verdade, eu queria ser feliz apenas com uma vida confortável, saúde, alguns quilos a mais sem me incomodar, viagens simples, algum lazer e deixar os planos mirabolantes para aqueles que têm estrutura de leão. Eu não sou de ferro. Ainda. Estou mais pro cachorrinho escolhido para o post: olhar tristonho, cheio de culpa por algo que fez (ou não fez).
Pronto, desabafei. Agora, vou estudar…
Por que tanta culpa?
Agosto 15, 2008 por Evellyn


Ei evellyn,
Acho que esse seu sentimento de culpa é comum no ser humano. Eu me senti assim nos 27 dias que fiquei em casa…Mas tente relaxar. Você tem uma vida confortável, vive viajndo pelas praias lindas do nordeste, tem um filho abençoado que só tira nota boa na escola e com kgs extras ou não, continua linda!!!
Um ótimo finde pra vcs!
Beijão…
Obrigada, Cássia, são fases, questionamentos… Depois passa!
Beijos
Ô Evellyn! Não fica assim. Você mesma falou que isso é do ser humano. Ninguém nunca tá satisfeito…
É assi mesmo!!! E se mesmo assim você precisar desabafar fique à vontade pra desabafar quantas vezezs você quiser!!! Nós não vamos nos importar!!!rsrsrsrsrsrsr
Um beijão enooorme e fica bem…BEM NÃO! ÓTIMA!!!rsrsrs
Lo,
pior que desabafo mesmo, o blog é minha terapia (de graça, rs…).
Beijos
Oi Evellyn!
Puxa, sei beeeeeeeem o que é isso. Há alguns posts atrás, escrevi sobre a minha ansiedade. A verdade é que no meu caso quase virou depressão pois eu não sobe conduzir bem as minhas escolhas. Há uns 3 anos que trabalho em casa. Cuido da casa, não tenho sequer faxineira e ainda presto serviço pra fora. É super desgastante, muitas vezes passo noites em claro para cumprir datas de entrega, e ainda ouço das pessoas que como eu não trabalho, deveria ter mais tempo para certas coisas. E a culpa bate á minha porta sempre. Acho que se eu for mais disciplinada com meus horários, teria tempo para tudo. às vezes acho que se eu trabalhar fora, com horários e carteira assinada, não terei as cobranças que tenho. Mais me lembro dos tempos que eu trabalha e não tinha tempo para minha filha, e me sentia tão culpada. Cheguei á conclusão que sou um ser humano falho, que tenho minhas necessidades pessoais, sem que isso se chame egoísmo, que preciso delegar coisas para meu marido e minha filha fazerem, sem que isso se chame preguiça da minha parte, e que preciso comer chocolate, mesmo sabendo que ele irá se instalar na minha bunda, hahahaha. Amiga, somos mulheres, não super mães, não super esposas, e muito menos super mulheres. Ainda bem, né? Beijos!
Bia,
te entendo perfeitamente… Acho que vivemos situações parecidas!
Beijos
Ah, já ia me esquecendo, tenho algumas coisinhas de avião sim! O que vc quer fazer? Me mande fotos do seu meninão lindo, vamos fazendo via e-mail. Eu faço de acordo com suas dicas, vamos construindo até chegar em algo que te agrade. Oqq vc acha? E antes q vc me pergunte (estou acostumada com a pergunta, por isso da resposta, hahahaha), eu não cobro nada, ok? Me escreva: bianca.osses@gmail.com
Beijocas!
Você deve ser uma pessoa pra lá de especial por ter coragem de desabafar o que todas nós passamos e não assumimos,parabens vc realmente merece aplausos…kathya