Descobri uma maneira produtiva de parar de pensar nos meus por quês: estudar leis. Não, não sou louca, mas no meu atual momento concurseira eu preciso estar com vários artigos na ponta da língua. Se eu gosto disso? Hum, digamos que aprendi a estudar esses assuntos e a conviver pacificamente com eles, pois Direito é uma área que não domino (ou dominava, melhor pensar positivamente). Além disso, tenho muito de Administração Pública e Português pra estudar, mas tudo bem, são assuntos familiares. E como se fosse pouco ter aulas durante a semana, sábado e domingo, inscrevi-me também num curso de Redação, nesse com muito prazer: eu gosto, é necessário e um diferencial em concursos públicos. No meio de tanta matéria diferente, os meus problemas, os problemas dos outros, diminuíram, ou pelo menos perderam um pouco do peso inicial.Nesse meu período de redefinição de rumos, li um texto fantástico escrito pela Sam no Nossa Via: “Decidir aos 17 anos os próximos 100”. O texto me fez refletir sobre a escolha da minha formação profissional, assim como as novas decisões que estou tomando na minha carreira. Aos 17 anos eu era uma menina que estava concluindo o curso técnico em administração de empresas e fazendo cursinho pré-vestibular. Já havia pensando em “ser” várias coisas: arquiteta, psicóloga, professora (ainda quero!), analista de sistemas, administradora… Lembro que quando mencionei meu sonho em ser professora infantil foi um drama na minha casa, pois minha mãe tem essa profissão e fazia questão de ressaltar o quão era desvalorizada para a filha não “sofrer” como ela. Meu pai queria que eu fosse advogada assim como ele o fez – sim, eu tenho um pai, apesar de quase não escrever sobre ele aqui, meus pais são separados e tem toda uma história “complicada” por trás. No meio disso tudo, eu, com sonhos confusos, sem conseguir ouvir meu interior e decidir qual profissão seguir. Num momento mais acalorado, achei que o melhor fosse parar de estudar após o terceiro ano, afinal, já teria um diploma de técnico, pra que mais? Pânico na família, a filha mais velha, estudiosa, cogitou parar de estudar. Não parei porque a pressão foi maior do que eu – pais, obrigada! Além de tudo, nunca fui de dar problemas, era uma adolescente tranqüila e qualquer tentativa de rebeldia era mínima e sem sucesso.
E com as inscrições do vestibular chegando eu precisava decidir rápido o que queria pra mim:
UFRJ e UFRRJ, Administração – resolvi não mexer em time que estava ganhando, que eu gostava etc.
UFF, Ciências Contábeis, que eu também me identificava e é uma formação irmã da Administração.
UERJ, Estatística, adoro números e confesso que era uma garantia caso eu não passasse nas demais.
UNIRIO, Direito, apenas para não ser muito feiosa com meu pai.
Passei pra UFRRJ, UFF e UERJ e optei por Administração de Empresas na Rural. Amei o curso, os 10 anos em que trabalhei na área, tudo. Não sei se a escolha valerá para os próximos 100 anos, mas para boa parte deles eu tenho certeza que sim. Valeu por trabalhar na iniciativa privada, é base para concurso público e eu não vejo a hora de voltar a atuar na minha área! Ainda pretendo ter uma pré-escola e trabalhar com crianças, tintas, livros, massinhas etc. Talvez aí seja o momento em que eu precisarei parar, retomar antigos sonhos e acrescentar novas descobertas à minha vida, decidindo na maturidade os próximos 50 anos…
Ah, se você é concurseiro e quiser ler um texto bem interessante, sugiro “O ônus da cultura do funcionalismo público”, escrito pelo Leandro Vieira, no Nossa Via. Qual sua opinião sobre o tema? Confesso que a minha mudou há algum tempo.
Bem, dá para notar porque inscrevi-me num curso de Redação: tenho mania de fugir do tema principal, com vários asssuntos ao mesmo tempo, e escrever demais…


Eu tb sofri pra caramba pra escolher a profissão e até hj tenho dúvidas sobre se fiz a escolha certa. Fiz matérias sobre isso qdo trabalhava no Universia. E tô tentando ajudar a minha filha na escolha dela (ela quer ser médica!!) Eu tb gostaria de prestar algum concurso… quem sabe.
Eu acho que noções de direito, administração e saber bem português é fundamental para os concursos, e cada dia tá mais concorrido né? É preciso muita dedicação aos estudos. Torço por você. Bom final de semana!!!
Amiga, quisera eu ter a sua garra. Já não sinto mais vontade de fazer concurso algum. Beijocas e milhões de beijocas para toda a família.
Olá, Evellyn!
Já vi que temos algumas coisas em comum: moramos no Recife, somos espíritas e consurseiras! Bom, essa última eu ando eu falta sabe, estou meio desanimada para estudar, quem sabe em 2008… Rsrsrs…
Bjos! =)
Adriana