Quantas vezes não achamos graça quando perguntamos para as crianças o que elas querem ser quando “crescerem”. As respostas são as mais variadas e engraçadas possíveis, uns já demonstram preferências e aptidões, outros nem querem pensar no assunto. Quando criança, lembro que falava que queria ser caixa de supermercado (“moça do tip-tip”, não sei de onde tirei essa expressão na sabedoria dos meus 5 anos). Bem, não fugi muito das teclas, números, se compararmos essas máquinas com um teclado de computador. Depois, tive a fase da professora primária, como já escrevi aqui, paixão por letras e crianças. Em seguida, queria ser arqueólga e desvendar mistérios, fazer descobertas, viajar bastante… No auge daquele período em que temos que decidir o que seremos pro resto da vida, a maior responsabilidade para não errar, imaginei-me arquiteta, analista de sistemas, contadora, professora de literatura (letras de novo), estatística e administradora. E foi essa última opção que escolhi acertadamente. Amo minha profissão. Estudei muito, estagiei, trabalhei bastante por uma década sem parar e hoje estou temporariamente em casa. Sei que não é o fim do mundo, mas às vezes isso me incomoda. E por que esse papo todo? Hoje tive um evento do trabalho do meu marido e passei por uma situação que ainda me deixa constrangida. Porque pior do que deixar em branco o nome da empresa em que você trabalha nos mil formulários que somos obrigados a preencher, é alguém perguntar diretamente: onde você trabalha? Uma facada. E hoje, na primeira pergunta, só respondi que não estava trabalhando, com um sorriso amarelo nos lábios. Mas na segunda vez, não me contive e disparei a história toda: “não, não estou trabalhando porque precisei pedir demissão para acompanhar o Gil na sua transferência. Eu trabalhava, sabia, na empresa tal, fazia isso e aquilo, agora estou estudando pra concurso porque o mercado de trabalho em Recife não é dos melhores”. Ainda bem que o evento era um chá da tarde apenas para as mulheres e meu marido não estava ao meu lado, he, he… Não nasci para ser coadjuvante! Sei que meu filho está adorando que eu esteja em casa e presente 24 horas, mas não foi só isso que sonhei pra mim. E sei também que esse meu período sabático terminará em breve, de modo que lembrarei dessa época como um aprendizado necessário. Enquanto isso não acontece, além de estudar, continuarei teclando por aqui, tal como a moça do tip-tip.Quando crescer serei gente grande!
Outubro 4, 2007 por Evellyn
Quantas vezes não achamos graça quando perguntamos para as crianças o que elas querem ser quando “crescerem”. As respostas são as mais variadas e engraçadas possíveis, uns já demonstram preferências e aptidões, outros nem querem pensar no assunto. Quando criança, lembro que falava que queria ser caixa de supermercado (“moça do tip-tip”, não sei de onde tirei essa expressão na sabedoria dos meus 5 anos). Bem, não fugi muito das teclas, números, se compararmos essas máquinas com um teclado de computador. Depois, tive a fase da professora primária, como já escrevi aqui, paixão por letras e crianças. Em seguida, queria ser arqueólga e desvendar mistérios, fazer descobertas, viajar bastante… No auge daquele período em que temos que decidir o que seremos pro resto da vida, a maior responsabilidade para não errar, imaginei-me arquiteta, analista de sistemas, contadora, professora de literatura (letras de novo), estatística e administradora. E foi essa última opção que escolhi acertadamente. Amo minha profissão. Estudei muito, estagiei, trabalhei bastante por uma década sem parar e hoje estou temporariamente em casa. Sei que não é o fim do mundo, mas às vezes isso me incomoda. E por que esse papo todo? Hoje tive um evento do trabalho do meu marido e passei por uma situação que ainda me deixa constrangida. Porque pior do que deixar em branco o nome da empresa em que você trabalha nos mil formulários que somos obrigados a preencher, é alguém perguntar diretamente: onde você trabalha? Uma facada. E hoje, na primeira pergunta, só respondi que não estava trabalhando, com um sorriso amarelo nos lábios. Mas na segunda vez, não me contive e disparei a história toda: “não, não estou trabalhando porque precisei pedir demissão para acompanhar o Gil na sua transferência. Eu trabalhava, sabia, na empresa tal, fazia isso e aquilo, agora estou estudando pra concurso porque o mercado de trabalho em Recife não é dos melhores”. Ainda bem que o evento era um chá da tarde apenas para as mulheres e meu marido não estava ao meu lado, he, he… Não nasci para ser coadjuvante! Sei que meu filho está adorando que eu esteja em casa e presente 24 horas, mas não foi só isso que sonhei pra mim. E sei também que esse meu período sabático terminará em breve, de modo que lembrarei dessa época como um aprendizado necessário. Enquanto isso não acontece, além de estudar, continuarei teclando por aqui, tal como a moça do tip-tip.

O único jeito é não esquentar. O mesmo acontece comigo, e infelizmente, não tenho permissão apra trabalhar aqui, isso é chato, eu trabalhava há mais de 12 anos e amo minha profissão e o que eu fazia no Brasil, Mas fazer o quê? A vida é cheia de opções, e eu escolhi essa, não quero ficar assim pra vida, mas tenho que tirar melhor proveito de tudo que estou vivendo hoje.
Sobre o haloscan, os comentários antigos só não aparecem no blog, mas na edição de postagens, eles continuam lá. Foi mais uma opção que fiz, para que outras possam deixar o email delas, especialmente aquelas que não tem blog.
Oi querida,
obrigada pelo toque no blog ..só pude hj voltar a lhe visitar e descobrir essa sua fase…temos muitas mães que vivem este momento aqui no Desabafo e temos tentado conciliar essas coisas ainda na busca do que realmente trabalhando com um salário. essa é uma das missões do Desabafo e será um prazer caso tenha interesse vc fazer parte da nossa equipe naquilo que poderá te ajudar. me manda email pra gente conversar, que tal?
Filha,lembre-se que ser mae e dona-de-casa ,sao profissoes divinas e apesar de nao terem salario material,somam pontos para o espirito.
Deixe-se levar pela fase sem tentar debater-se nela.O tempo passara mais rapido e deixara grandes marcas.
Entao vc escrevera…ai que saudade do tempo que estive em casa!
Bjks!
Amo vc!
Nestes períodos, é que descobrimos novos talentos, novas possibilidades…novos caminhos…
Aproveite…divirta-se.
Beijos,Aline
Ro, pois é, eu tento não “esquentar”, mas tem dias que é impossível!
Celia, obrigada pela força!
Mamy, tenho certeza que sentirei saudades dessa fase, assim como sinto saudade de trabalhar 10, 12 horas seguidas…
Aline, estou divertindo-me escrevendo, um caminho que estava adormecido anteriormente.
Beijos em todas, obrigada!