Não me lembrava como bebê pequeno dá tanto trabalho… Engraçado, parece que esquecemos da parte árdua da maternidade, rs. Ando muito cansada e sem tempo para mim, novidade, não deveria estar surpresa com isso. A Bia tem muitas cólicas, o que não vivi com o Guilherme – ele só tinha uma ou outra dor quando eu comia algo que não era recomendado. Já minha pequetita… Tem dias que ela passa de manhã até a noite com dor, chorando, gemendo mesmo quando dorme, uma tristeza. Faço de tudo, porém, sei que é uma fase de amadurecimento do sistema digestivo dela e faz parte do seu desenvolvimento. Ela está uma graça e eu corujo muito minha lindinha. Estou tentando implementar uma “rotina” para que ela (e eu) durma melhor à noite, vamos ver se consigo. Ainda não foi liberada para passeios, apenas depois das próximas vacinas. Com isso, já faz três meses que estou reclusa em casa, desde o repouso do final da gravidez. Tem dias que nem eu me aguento, mas basta olhar para o sorriso da Beatriz que tudo passa. Ela está com 1 mês e 22 dias e, pela data provável do parto, minha apressadinha deveria ter nascido na semana passada!
O Gui começou a demonstrar ciúmes, o que é natural e estava demorando para acontecer. Tenho passado pouco tempo com ele, inclusive nas questões escolares. Com isso ele faz de tudo para aparecer: inventa dores para não ir ao curso, ora é a perna, ora é a cabeça, pede para que eu o leve ao médico… Outro dia ele pediu para almoçar no quarto, eu deixei e não estranhei nada. Quando acabei de cuidar da Bia, vi que ele havia se trancado no quarto dele e colado um bilhete na porta: “Estou em greve”, isso faltando 20 minutos para ele sair pro curso. Não sabia se ria ou se chorava! Claro que ele fingia não ouvir meus apelos para abrir a porta… A solução foi ligar para o meu marido intermediar a “negociação” e o Gui abrir a porta com aquela cara “consegui chamar sua atenção por alguns minutos”.
A fase das bombinhas começou em Recife, nunca vi igual. Se eu já não gostava delas, com uma bebezinha tenho verdadeiro horror! Porque basta a Bia conseguir dormir para alguma criança pestinha soltar um rojão, ou seja lá o nome que for (aprendi que tem vários tipos com o Gui). E meu rebento apareceu com algumas dessas bombinhas em casa, já conversei, disse que não quero que ele solte, expliquei os riscos etc. E não é que ele pediu dinheiro pra comprar picolé e voltou com uma tal de abelhinha (bomba voadora)? Todas foram parar no vaso sanitário, ele aos prantos, eu histérica, Bia chorando no meu colo, meu marido falando que eu iria entupir o vaso, um auê! Se ele mente por causa de uma bomba e eu não nada faço, o que poderia esperar amanhã? Assim tem sido o clima em casa, sei que vai melhorar…
Tem vezes que acho que o Gui espera o momento em que estou mais enrolada para aprontar e perco minha paciência, não sei se é o correto, só que noites sem dormir e cansaço acumulado não tem me permitido agir com muita “serenidade”, rs… Tenho minha parcela de culpa, como aconteceu numa pesquisa escolar que não pude sequer orientá-lo. Era sobre vegetação da região norte e ele pesquisou no Google, trabalhou no Power Point, fez o cartaz etc, tudo sozinho, eu achei o máximo porque não poderia parar e ajudá-lo naquele dia. À noite, quando fui conferir o resultado final do trabalho, além das plantas conhecidas (vitória-régia, seringueira…), tinha também umas árvores diferentes, como carvalho-do-monte, carvalho-do-vale, não entendi nada e aí fui pesquisar para conferir. Resultado: eram plantas da região norte, sim, mas do norte de Portugal!!! Ele quase teve um treco, não tínhamos como consertar o cartaz, apresentou do jeito que estava e aguarda a nota da professora… Senti-me péssima pois em parte eu deveria estar mais presente. Mas assim ele também aprende e cresce. Por falar em crescer, ele começou a viver os amores platônicos. No seu caso é uma amiga da escola que gosta dele, só que ele não gosta dela – mas o nome da Duda é constante nas conversas, sabe? Não o incentivo a namorar ninguém, mesmo porque ainda é uma criança e ele mesmo fala isso. No entanto, preciso estar atenta e explicar que ele pode não gostar dela como namorado, mas como amigo, tratando-a com carinho e respeito. Quem viveu um amor não correspondido na adolescência me entende, não quero ser a mãe do menino malvado que magoou o coração de alguém.
Recebi a visita de familiares nesse feriado e foi maravilhoso. Como é bom ter minha mãe, minha irmã e minha afilhada por perto. Depois fica aquela sensação estranha de casa vazia e a eterna dúvida: devemos ou não voltar pro Rio de Janeiro? Mas isso é papo para outro texto!
No mais, tenho ficado pouco tempo no computador, troco esses minutos por uma boa soneca. Perdoe-me as amigas pela ausência dos comentários, sei que é uma fase passageira e logo retomo meu ritmo. Saudades, viu? Deixo beijos com cheiro de leite para todas, esse tem sido meu atual perfume!